(General Motors/Arquivo) Fabricada pela General Motors entre 1975 e 1992, a Caravan chegou ao mercado há 50 anos, em 1975, e até hoje ocupa o imaginário dos que gostam de automóveis como um símbolo de status e de muito espaço interno para pessoas e bagagens. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O modelo foi lançado durante o 9º Salão do Automóvel, realizado entre 22 de novembro e 1º de dezembro de 1974. Era a perua do Opala - não à toa, a nova versão era chamada inicialmente de Opala Caravan. “As vendas começaram logo após o evento. Foi um lançamento de extrema importância no mercado brasileiro, pois era a primeira perua de grande porte fabricada em série por aqui – claro, sem considerar configurações diferentes baseadas em picapes, como a linha 3100. Por ser baseada na plataforma do já consagrado Opala, oferecia confiabilidade, desempenho, robustez, espaço e nível de conforto elevado”, comenta, em nota, a General Motors. (General Motors/Arquivo) Produção e prestígio A ligação é tanta que não foi encontrada a produção total específica da Caravan ao longo do tempo na fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, mas da linha Opala como um todo, incluindo todas as versões: exatamente 998.589 unidades, segundo a GM. “A Caravan compartilhava o prestígio do Opala, com alto nível de conforto e espaço interno, com todas as qualidades que as demais configurações, baseadas no cupê e sedã, já ofereciam. Tinha acabamento de luxo e até câmbio automático, algo raro – equipamento que acompanhava a Diplomata. Não por menos, teve longa vida, reforçando sua relevância no mercado nacional”, afirma a empresa. O Opala foi produzido de 1969 a 1992. Apesar da demora entre os lançamentos dos dois carros, a GM considera que o projeto da versão perua, a Caravan, chegou no melhor tempo possível, tanto em relevância mercadológica quanto em demanda dos consumidores. “Tanto é que, até hoje, a Chevrolet Caravan é reconhecida como um ícone nacional”, lembra. Com um porta-malas incrível, a Caravan surgiu no Salão do Automóvel, no final de 1974 (General Motors/Arquivo) Item essencial O engenheiro civil aposentado santista Paulo Eduardo Aur Lima, de 70 anos, possui uma Caravan Diplomata 1988, com placa preta de colecionador. O modelo foi comprado há três anos em Salvador e trazido para Santos em um caminhão cegonha. “Já participei de eventos em Poços de Caldas (MG), Peruíbe e em cidades próximas de Santos, além de ter feito algumas viagens com ele, só pelo prazer de dirigir em estrada”, conta. Lima considera que a Caravan já está um patamar acima para qualquer colecionador. “É um item essencial para uma coleção. Os primeiros modelos, com certeza, são os mais procurados, as SS (esportiva), os últimos modelos e sempre com motor 6 cilindros”, descreve. “A valorização tem mais a ver com o estado de conservação, originalidade e com o gosto pessoal do colecionador. No meu caso, a Caravan”, finaliza.