(Adobe Stock) Há um ditado no mercado de veículos que diz que quando alguém dirige um carro com câmbio automático, nunca mais vai querer trocar marchas no câmbio mecânico. Antes um sinônimo de luxo, reservado para importados ou presente nos adaptados para pessoas com deficiência, o câmbio automático está presente em 65% dos veículos vendidos no Brasil, incluindo os modelos chamados de populares, saindo de fábrica com esse recurso. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Muitos motoristas ainda têm receio desses carros, assim como existem muitas duvidas sobre o funcionamento, manutenção e o comodismo de reaprender a dirigir com esse tipo de câmbio, mas o modo de usá-lo é simples”, afirma o engenheiro mecânico Carlos Alberto Fávaro Pinheiro. “A única dificuldade seria somente o costume de não usar a perna esquerda (a da embreagem) e entender como funciona o câmbio automático”, acrescenta o técnico em transmissão automática José Francisco Macheia, o Kiko, proprietário da Oficina Carbumax, em Santos. Para utilizar o câmbio automático, basta colocar na posição D (Drive), sempre acionando o pedal de freio para qualquer troca de posição da manopla do câmbio, e ir soltando o pé do freio. “O carro irá começar a andar e, após isso, somente acelerador e freio”, acrescenta Pinheiro, também proprietário da Baobá Serviços Automotivos, em Santos. Outra posição da manopla é a P (Parking), que deve ser engatada quando o veículo estiver estacionado, antes de desligá-lo. A letra R (ré) é usada para movimentos para trás, enquanto a N (neutro), quando o motor estiver funcionando, porém não queremos mais movimento, como se fosse um ponto morto. “Após esse básico, alguns modelos tem a opção de L (Low), indicadas para subidas acentuadas, como morros, e o S (Sport) para uma condução mais esportiva, com trocas de marchas mais curtas, além do câmbio Tiptronic, que combina as vantagens do cambio automático permitindo também trocas manuais”, detalha Pinheiro. Manutenção preventiva é recomendada A manutenção preventiva é o ideal para a manutenção do câmbio automático, com uma rotina periódica para evitar comprometimento do sistema de transmissão, recomenda o engenheiro mecânico Carlos Alberto Fávaro Pinheiro. “Cada modelo tem suas particularidades e devemos seguir a recomendação do fabricante”, afirma. Mecânico faz a manutenção de sistema de câmbio: apostar na prevenção é o melhor caminho para donos de veículos (Sílvio Luiz/AT) De modo geral, a manutenção é feita com a troca do fluido e filtro da transmissão. Em alguns modelos, o fabricante recomenda a troca do fluido a cada 60 mil km e em outros, acima de 120 mil km. “Em alguns até dizem que o câmbio é livre de manutenção ou caso ocorra alguma anomalia no sistema”, completa. Embora não sejam comuns avarias no câmbio automático, por serem duráveis e confiáveis, problemas existem. O mais comum, segundo o especialista, é o vazamento de fluido, enquanto os mais complexos são falhas na embreagem e conversor de torque (fica entre o motor e a transmissão, tendo como principal função converter a energia gerada pelo motor em torque, transmitido para as rodas para impulsionar o veículo). “Um terço dos problemas está relacionado a solenoides defeituosos que controlam a pressão e troca de marchas, além de desgaste nos discos de fricção”, afirma. (Adobe Stock)