Imagem ilustrativa (Adobe Stock) Quem viveu nos últimas décadas do século 20 vai lembrar do grande leque de cores dos carros que circulavam pelas ruas brasileiras. Verde, vermelho, marrom, amarelo, azul em diferentes tonalidades... O mosaico colorido era bem aceito. Pois, nos últimos tempos, a predominância do quarteto formado por branco, preto,cinza e prata é grande e alguns dados reforçam isso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com levantamento da plataforma Webmotors Autoinsights, no primeiro trimestre deste ano, os modelos da cor preta tiveram ligeira vantagem entre os mais buscados, com 22,42% do total. Na sequência estão as cores branca, com 22,28% e prata, com 18,29%. O top 10 ainda tem cinza (17,60%), azul (7,33%), vermelho (7,21%), verde (2,14%), marrom (1,03%), bege (0,84%) e amarelo (0,83%). Carros zero mais coloridos Apesar disso, as montadoras têm apostado em cores mais ousadas nos últimos lançamentos para atrair consumidores. A Renault, por exemplo, incluiu o tom laranja Energy no Kardian, seu SUV compacto. Na Chevrolet, a Spin 2025 ganhou versões em azul Boreal e verde Safari, enquanto o SUV Equinox passou a ter as cores verde Cacti e vermelho Radiant. “Os carros elétricos e híbridos acompanham a tendência atual. A GM tem agora algumas cores diferentes, como a Tracker na edição especial de 100 anos. Tem um azul que está com uma aceitação bastante significativa. E com relação aos híbridos, a maioria das montadoras acompanha o padrão do carro a combustão”, afirma o diretor da concessionária Chevrolet Absoluta, Ney Faustini. Outras fabricantes seguem a mesma tendência. O Citroën Basalt estreou nas cores vermelho Rubi e Cosmo Blue, enquanto a Ford apostou em tons marcantes para o Bronco, como verde Fuji, azul Atlas e laranja Delhi. Razão das escolhas A escolha da pintura é motivada, principalmente, por gosto pessoal ou descontos no ato da compra. Há ainda um componente de segurança: cores chamativas atraem mais atenção no trânsito. Para Faustini, as tendências internacionais acabam refletindo também no Brasil, como foi o caso da cor branca. “Houve um Salão do Automóvel em que a BMW tinha 100% do estande dela de carros brancos. É uma cor que teve uma aceitação muito grande”. Sobre os modelos bicolores, ele entende que existe uma tendência crescente. “É o caso da Evoque. Algumas peças no passado já vieram com duas cores. E o carro recém-lançado Spark EV também está vindo”, exemplifica. Ele cita algumas preferências regionais na escolha das cores dos carros. “Durante muito tempo, no Rio Grande do Sul, não se comprava carro preto. Aqui em São Paulo, havia uma preferência, porque ele era mais barato”, relata. Primeiro carro e revenda Ney Faustini avalia que o valor de revenda, no caso dos carros usados, tem uma importância menor do que as outras coisas. “Qualidade do carro, quilometragem e estado geral pesam mais do que a pintura. Algumas cores muito fora do padrão acabam tendo uma resistência também na hora do seminovo”. No caso do primeiro carro, a influência da cor também é relativizada pelo empresário. “Na maioria das vezes, o primeiro carro é usado. E, aqui, a questão da cor não é tão importante”, complementa. ()