[[legacy_image_106224]] Os fundos imobiliários (FIs) têm apanhado como ninguém do aumento da taxa Selic (6,25% ao ano desde quarta), além de já terem sofrido com o fenômeno do home office. Os FIs de tijolo, donos de edifícios comerciais ou alugar instalações para shoppings, hotéis e universidades, sentiram os efeitos da pandemia. A subida dos juros atraiu o investidor desconfortável com renda variável (FI também é variável – suas cotas sobem e caem na bolsa). Para investir nesses fundos, basta comprar cotas na bolsa. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Entretanto, analistas têm recomendado que este é um bom momento para investir em FIs, pois muitos estão baratos e têm potencial de recuperação no pós-pandemia, como é o caso do segmento de shoppings. Os edifícios comerciais são um caso à parte, pois muitas empresas vão demandar espaços menores porque deverão continuar com home office, ainda que para apenas parte dos funcionários. Porém, os FIs detêm prédios mais modernos e em áreas nobres, com mais chances de serem alugados. É responsabilidade do fundo atrair os melhores inquilinos e proporcionar boa renda mensal ao investidor. Os cotistas (quem compra a cota do FI na bolsa) recebem proporcionalmente o lucro dos FIs com aluguéis, que são corrigidos pela inflação. O problema é identificar um FI barato com chances de crescimento. Além de pesquisar em sites especializados, como Funds Explorer, a forma mais prática é seguir as recomendações da sua corretora, comparando com as das outras. O Índice de Fundos Imobiliários (Ifix), o equivalente do Ibovespa no segmento, reflete a rentabilidade dos 103 FIs na bolsa, que no todo vão mal – no ano, acumulam queda de 5,84%. Desses 103, apenas dez estão positivos, sendo que dois rendem mais de 10% ao ano (KNRC com 10,4% e VGIR com 11,54%). Ambos são de papel, fundos que investem em títulos imobiliários. O FI de papel tem se saído muito bem devido à remuneração atrelada aos índices de inflação mais juros. Mas a reabertura da economia, conforme o avanço da vacinação, poderá tornar os fundos de tijolo mais atraentes.