[[legacy_image_39627]] Terreno desconhecido para a maioria, as criptomoedas exercem um poder de sedução. Enquanto o bitcoin valorizou 91% entre 1ºde janeiro e a última quinta-feira (137% se até 15 de abril, antes da fase de quedas até esta semana), seu principal concorrente, o ether, subiu 279%. Porém, com a disseminação dos influenciadores digitais e casas de análise que popularizam os investimentos em cripto, as atenções se voltaram para muitas outras moedas digitais. Há um universo maior ainda, o das DeFi, sigla em inglês para serviços financeiros feitos com criptomoedas e sem interferência das instituições - são contratos inteligentes pré-programados nas blockchains, o meio do processamento das moedas digitais. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Antes de escolher uma cripto ou DeFI sempre pergunte: servem para quê? O investidor não pode olhar apenas para a rentabilidade passada, mas para seus fundamentos, como liquidez (se você vender, vai achar fácil alguém para comprar?) e qual a utilidade monetária, além da qualidade e viabilidade tecnológicas. No caso do bitcoin, seu objetivo é ser alternativo ao sistema monetário físico controlado pelos bancos centrais. Com uma blockchain descentralizada e fiscalizada por todos, o bitcoin almeja ser o principal meio de transação financeira. Já o ether tem uma blockchain mais rápida, moderna e barata que a do bitcoin e com capacidade para inúmeras DeFis. Há ainda a Ripple, com a moeda XRP, que é o contrário do bitcoin. É centralizada em uma empresa que não luta contra o sistema atual. Trabalha para ele, oferecendo o meio cripto para transações mais baratas dos bancões, como o Santander, e startups de transferência bancária, como o Remessa Online. Entretanto, há criptos com valorizações estratosféricas, como a Capital X Cell, com 100.000%, ou StellaPayGlobal com 2.180% em uma semana (veja o gráfico). Esse desempenho não significa que elas sejam boas para você. Especialistas dizem que há de 5 mil a 9 mil criptos e a grande parte são de iniciativas que ainda tentam dar certo e outras que não vingaram. Moeda aventureira Entre as criptos que mais subiram está o Dogecoin, com mais de 10.000% em pouco tempo. Porém, essamoeda já foi abandonada pelo criadore é considerada meme. Investidores combinaram em redes sociais comprá-la para forçar subida. Não funcionou. Fuja. Fundos de moedas digitais O mercado financeiro já começou a criar fundos de criptos para quem não quer comprar moedas digitais diretamente. Alguns deles investem em várias criptos e outros são 100% bitcoin. Entre as gestoras desses fundos estão Vitreo e BLP, oferecidos em corretoras. Primeiro ETF No dia 22 estreou o primeiro ETF de criptos do Brasil. O B3SA3 é comprado na B3 – ontem estava a R\$ 51,50. Esse ETF investe em bitcoin, ether, lite, chainlink, stellar e bitcoin cash para repetir a rentabilidade do Nasdaq Crypto Index.