O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, anunciou nesta terça-feira (13) que o salário mínimo deve ficar em R\$ 1.006,00 a partir de 2019. Atualmente, o piso está em R\$ 954,00. Serão R\$ 52,00 para o brasileiro, alta de 5,4%. A informação foi divulgada após atualizações no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem, uma espécie de roteiro de gastos do Governo. A mudança ocorreu porque houve alteração na previsão da inflação para este ano. A expectativa é de o INPC, índice inflacionário que atualiza o mínimo, feche 2018 na casa dos 4%. Na fórmula de cálculo entra ainda um PIB de 1%. O ministro ressaltou, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, que cada R\$ 1,00 de elevação no valor do mínimo representa um adicional de R\$ 304 milhões em gastos da União, com aposentadorias e benefícios como abono do PIS, por exemplo, aumentando a pressão sobre um orçamento. Para o Dieese, que faz um cálculo de um salário-mínimo que realmente atendesse às necessidades do brasileiro, o valor deveria ser de R\$ 3.783,39. O INPC também é usado pra aumentar as 9 milhões de aposentadorias e pensões do INSS com valor superior ao piso nacional. Já o teto dos benefícios subirá de R\$ 5.645,80 pra R\$ 5.928,09.