Mercado prevê mais projetos da casa própria

Alta da venda anima profissionais do setor. Empresários e profissionais da construção civil apostam em um aumento do número de projetos arquitetônicos na Baixada Santista

Com o aquecimento das vendas de imóveis no ano passado, empresários e profissionais da construção civil apostam em um aumento do número de projetos arquitetônicos na Baixada Santista. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o terceiro trimestre do ano passado registrou alta de 23,7% nas vendas no País, em comparação com o mesmo período de 2019.

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Segundo o diretor regional do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Carlos Meschini, esse é um termômetro para medir se empresários do ramo imobiliário estão com ânimo para investir. Depois do boom imobiliário do início da década passada, com a decepção com o setor de petróleo na região, que resultou em excesso de produção, e as crises desde o Governo Dilma Rousseff, houve um estoque que desestimulou novos empreendimentos em Santos. Em Praia Grande, as obras continuaram devido ao crescimento populacional. 

No ano passado, enquanto muitos compradores voltaram ao mercado por demanda reprimida (compra adiadas nos anos anteriores) e queda dos juros do financiamento, a apresentação de novos projetos arquitetônicos nas prefeituras recuou, sinalizando pressão sobre o estoque. 

Segundo a Prefeitura de Santos, o número de licenças aprovadas caiu de 71 grandes empreendimentos (edifícios) em 2019 para 37 no ano passado, um recuo de 47,8%.

Em São Vicente, a Prefeitura afirmou que aprovou 112 alvarás para construção de moradias e edifícios comerciais no ano passado e 127 em 2019, com uma queda de 11,8%. Em Guarujá, o decréscimo foi de 2,5%: de 276 em 2019 para 269 em 2020. Procurada, a Prefeitura de Praia Grande não respondeu.

Segundo o delegado regional do Conselho de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), Carlos Ferreira, Santos teve essa queda mais expressiva pelo perfil de compradores e ânimo de investimento das construtoras. “Os preços do metro quadrado são maiores, é uma cidade mais cara, é natural”, diz. Ele também acredita em aumento de pedidos de autorização nas prefeituras neste ano. Segundo Ferreira, o mercado está animado por conta dos juros baixos.

Itanhaém e Peruíbe

Além disso, afirma Ferreira, cidades como Itanhaém e Peruíbe vivem um ótimo momento por se encaixarem em programas populares, como o Casa Verde e Amarela. “Os preços do metro quadrado são mais atrativos, o que aumenta a expectativa de investimentos”. 
De acordo com a Proprietário Direto, startup que mantém um portal de compra e venda de imóveis e faz médias de preços dos imóveis, Santos tem preço médio do metro quadrado de R$ 5.319, enquanto Itanhaém, o m2 custa, em média, R$ 3.056.

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