[[legacy_image_194265]] A terceira fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que começa nesta segunda (25), pode ser um atrativo aos pequenos empresários, com a inclusão dos microempreendedores na lista de quem pode tomar crédito, segundo especialistas. Entretanto, é preciso ficar atento às taxas de juros, quase o dobro das aplicadas em junho de 2021, última versão do programa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O financiamento pode ser utilizado para investimentos, como adquirir máquinas e realizar reformas, e para capital de giro, como pagamento de salário dos funcionários e de contas como água, luz e aluguel. Segundo o consultor de negócios do Sebrae na Baixada Santista, Rodrigo Martins, este crédito, ao abranger os pequenos empreendedores, torna-se uma opção para quem necessita de caixa e, dadas as condições atuais, com taxas de juros em alta, é uma opção mais atrativa em comparação a linhas tradicionais de empréstimo. “O mais importante é observar a finalidade do crédito. Se este empreendedor ainda não tem dívidas, pode ser uma opção. Se já pegou dinheiro, é preciso ficar atento e fazer uma comparação nas taxas”. Esta edição permite tomar crédito com 11 meses de carência e em até 48 parcelas. A taxa será a taxa básica de juros (Selic, atualmente em 13,25% ao ano) somada a 6% ao ano, totalizando 19,75%. Para efeitos de comparação, a primeira versão do programa tinha juros totais de 3,5% ao ano e a segunda rodada, 9,5% ao ano. A empresária Deborah Virtuoso, de 41 anos, está analisando uma tomada de crédito através do programa. A tricologista é proprietária da Renascer Clinic, voltada à estética, há 12 anos, em São Vicente. Sua ideia é tomar R\$ 20 mil em crédito no Pronampe para investir o dinheiro em marketing e contratação de funcionários. “Meu objetivo é alavancar meu crescimento. Tenho me mantido, no entanto, sem opção de escalar o negócio, por isso quero investir nessa expansão”, diz ela, que atua há 22 anos na área. Deborah usou o Pronampe nas outras duas versões e hoje diz que as parcelas estão em dia. Na primeira vez, foram R\$ 15 mil. Na segunda, R\$ 10 mil - ambas através da Caixa. Em ambas, no entanto, a motivação foi outra: a quitação das dívidas formuladas na pandemia. “As parcelas são baixas e estão em dia. No entanto, agora sinto a necessidade de investir”, diz. Cuidados Para o doutor em finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista de gestão de risco de crédito, Pedro Bono Milan, é preciso estar atento a uma eventual desaceleração econômica local, reflexo de um mercado externo não tão favorável, que pressiona os caixas das empresas. “O Pronampe tende a ser mais atrativo, mas é um momento pior para crédito porque as taxas de juros aumentaram. E ainda há expectativa de aumento na Selic até o fim do ano. O empresário deve ficar atento ao custo do contrato e às prestações”, diz. Operações Estima-se que a nova fase do Pronampe possa garantir até R\$ 50 bilhões em operações de crédito para as micro e pequenas empresas, incluindo os microempreendedores individuais (MEI). CréditoEm 18 de agosto, das 9 às 13 horas, o Sebrae fará uma rodada de crédito na Associação Comercial e Empresarial de São Vicente. Empresários de toda a região poderão conhecer as linhas disponíveis e negociar diretamente com agentes financeiros. É preciso se inscrever pelo site. O evento é gratuito, na Rua Jacob Emmerick, 1.238, Parque Bitaru. Passo a passo Procure o seu banco e saiba se ele é instituição financiadora do programa; Peça a lista de documentos necessários e faça a solicitação; Dentro de um prazo definido pelo seu banco a avaliação é feita e você recebe o resultado da solicitação do Pronampe. Regras: Empresas não devem possuir débitos previdenciários e precisam ter válida a Certidão Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND). Empresa e sócios não podem possuir condenação relacionada a trabalho em condições análogas às de escravo ou trabalho infantil, e devem estar em situação de regularidade junto à Seguridade Social. Qual valor a empresa pode solicitar? Para empresas com mais de um ano de funcionamento, o valor máximo disponibilizado pela linha de crédito será de até 30% da receita bruta anual da empresa, com base no exercício 2021, de acordo com o registro na Receita Federal, limitado a R\$ 150 mil por CNPJ. O que eu posso fazer com o crédito? O Pronampe é voltado para fortalecer a empresa e ajudar no custeio das operações. Antes de buscar o crédito, observe: Qual o valor necessário para sua empresa e sua finalidade (capital de giro ou investimento); Pesquise as linhas de crédito disponíveis e suas características e critérios de análise; Calcule sua capacidade e prazo de pagamento; Utilize o recurso captado para sua devida finalidade em sua empresa e não em sua vida pessoal; Controle e monitore as finanças da sua empresa periodicamente. Fonte: Sebrae