Compras na Black Friday ou de fim de ano com cartão requerem cuidados, dizem especialistas

Altas taxa de juros, principalmente no crédito rotativo, fazem com que consumidor precise pensar antes de gastar

Por: De A Tribuna On-line  -  18/11/18  -  14:28
  Foto: Divulgação/EBC

Com a proximidade de datas importantes para o comércio, onde as vendas tradicionalmente aumentam - como a Black Friday e os feriados de fim de ano , os consumidores precisam ficar mais atentos para não gastarem mais do que devem. Quando se trata de cartão de crédito, então, esse cuidado é redobrado: afinal, recentemente, o Banco Central (BC) elevou a taxa de juros do cartão de crédito rotativo para 274,4%, contra 271,4% registrado em julho. Assim, as dívidas podem ficar maiores.


Segundo o economista Hamilton Marques, especialista em engenharia econômica, a primeira coisa a ser feita é não ver o cartão como um tipo de complemento salarial.


"Muitos o transformaram em complemento de salário. Há pessoas que compram gasolina e fazem compras no supermercado com o cartão. Isso é danoso. O ideal analisar o que pode ser feito para não depender do cartão. Tudo tem de caber na renda familiar. Se alguém precisa do cartão como complemento de renda, está na hora de revisar as despesas", afirma.


O economista também observa que o chamado "consumo irracional" deve ser evitado, deixando o cartão para usos realmente necessários. E nada de pagar a fatura parcialmente: "O consumidor deve estar consciente de que quando a fatura chegar, esta deverá ser paga integralmente. Nada de pagar o valor mínimo, entrar em rotativo. Se cair no parcelamento da conta, a pessoa está perdida".


Isso ocorre, pois, ao não pagar o valor completo da fatura, ela passará a pagar juros, que acabam deixando a conta bem mais alta e de forma rápida. E não apenas em dívidas novas, mas também nos débitos antigos, que ficam mais caros conforme as taxas variam.


"A taxa é flutuante. É nisso que as pessoas precisam estar atentas. O banco pratica uma taxa hoje, mas, na fatura seguinte, pode praticar outra. A conta não fica presa à taxa de quando o débito começou. Portanto, a nova taxa traz o aumento do endividamento daqueles que já tem divida contraída e também daqueles que ainda vão usar o cartão", finaliza.


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