(Francisco Arrais/Prefeitura de Santos) Por duas vezes na última semana, o Rio dos Bugres, situado entre Santos e São Vicente e que tem, em uma de suas margens, o Dique da Vila Gilda — maior favela sobre palafitas do País —, teve destaque. Primeiro, como também noticiou A Tribuna On-Line terça-feira, esse curso d’água foi considerado o segundo, no mundo, em contaminação por microplásticos. Estudo de pesquisadores dos institutos de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e do EcoFaxina, publicado na revista científica Marine Pollution Bulletin, indica que o Bugres é o segundo, em nível mundial, mais poluído com microplásticos. São partículas inferiores a meio centímetro de diâmetro resultantes da degradação de plásticos despejados diretamente no ambiente ou pela lavagem de roupas sintéticas, por exemplo. Pode, contudo, ser o mais contaminado. Uma editora científica removeu um estudo sobre outro rio — o Pasur, de Bangladesh, na Ásia — por supostos erros de revisão. A outra alusão ao Rio dos Bugres ocorreu na quinta-feira, na Câmara de Santos, pelo vereador Marcos Caseiro (PT). Ele requereu à Prefeitura um estudo detalhado das causas da contaminação, um plano de saneamento básico para a Vila Gilda, monitoramento da água e conscientização de moradores. Acrescentou que a poluição chega às praias, em prejuízo ao turismo e ao comércio. Sem aposentadoria Tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa projeto de lei, do deputado estadual Caio França (PSB), para acabar com a aposentadoria compulsória como forma de punição para servidores do Estado que cometem infrações graves. Infração grave? França propõe que servidores, agentes políticos e membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário sejam condenados, conforme o caso, à perda do cargo, do mandato ou da função pública; ou demissão ou pena equivalente em lei. Assim ocorreria em “infrações disciplinares de natureza grave”. Por três comissões O texto foi distribuído, na quinta-feira, ao deputado estadual Paulo Batista dos Reis (PT), da CCJR. Antes de ir ao plenário, deverá passar também pelas comissões de Administração Pública e Relações do Trabalho e de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia. Mais uma vez Não foi apenas na eleição do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) que São Vicente ‘venceu’ Praia Grande. O mesmo aconteceu na escolha para a presidência do Fundo Metropolitano, órgão interno mantido com verbas das cidades e do Estado para custear projetos metropolitanos. Para projetos O presidente eleito do Fundo é Alexsandro Ferreira, secretário de Desenvolvimento Urbano vicentino. A Prefeitura praia-grandense havia indicado para o cargo o secretário adjunto do Gabinete do Prefeito, Caio Borelli Zeller — que é presidente do MDB em São Vicente. Em 2023 e 2024, o Fundo reservou R\$ 21,7 milhões para 17 projetos contratados entre 2019 e o ano passado. Dois cargos Agora, o vereador santista Paulo Miyasiro (Republicanos, foto) exerce outro cargo: o de presidente da Associação Japonesa de Santos. Foi eleito, ontem de manhã, para dois anos de mandato. Nova função O ex-vereador Sadao Nakai (MDB), que deixou a presidência após seis anos, passa a desempenhar tarefas no Conselho Fiscal da entidade. Descendente Miyasiro é neto de japoneses e pretende manter iniciativas adotadas na gestão passada para valorização da cultura japonesa, como ampliar o ensino do idioma. Memória A Câmara de Santos mandará fazer uma placa de metal para dar à sala da sua Divisão de Áudio e Vídeo o nome de um servidor aposentado já falecido: Benedito Otoni. Será definida amanhã a empresa que a confeccionará. Som e imagem O Legislativo relata que Otoni, funcionário da Casa por 35 anos, foi “o principal responsável pela criação do sistema de áudio e vídeo” da Câmara e pela adoção da TV Legislativa digital. Morreu em 2023, aos 70 anos.