(Alexsander Ferraz/AT) Representantes dos órgãos municipais de Vigilância Sanitária da Baixada Santista e do Departamento Regional de Saúde (DRS–4) reúnem-se às 10 horas de hoje, na sede desse órgão, em Santos, para definir um protocolo de atendimento metropolitano para pacientes acometidos de norovírus — causador de milhares de ocorrências de gastroenterocolite aguda, desde a proximidade do Natal, em moradores e turistas. A informação é da diretora do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado (Cosems/SP) e titular da pasta em São Vicente, Michelle Santos. O padrão que se pretende estabelecer valerá tanto para agora, em que o número de atendimentos está em queda, quanto para eventuais episódios futuros. Segundo ela, o aumento de infecções é esperado todo verão, quando a população cresce e há descuido com a higiene de mãos e alimentos e nem sempre se evitam banhos de mar em praias impróprias para esse fim, “mas não na quantidade desta vez”. Questionada pela coluna se poderá haver notificação compulsória de casos em nível regional, ainda que não seja obrigatório, Michelle ponderou já existir um sistema de vigilância epidemiológica para a contagem de casos de diarreia, ponto de partida para a investigação de possíveis causas, mas nem sempre isso é feito. “O sistema só é eficiente se a gente o alimenta.” Oficialmente Perto das 17 horas de ontem, o prefeito de São Vicente e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada (Condesb), Kayo Amado (Pode), enviou dois ofícios. À Sabesp, pediu “informações sobre o impacto do vazamento da rede de esgoto e o aumento de casos do vírus”. À diretora do DRS-4, Patrícia Amorim, solicitou respostas quanto às ações tomadas diante do número de casos de norovírus. Não é o principal A próxima reunião ordinária, isto é, já marcada do Condesb será em 18 de fevereiro. É quando se escolherá o próximo prefeito a dirigir o conselho. O conturbado início de ano — que, coincidentemente, é o primeiro de seis dos nove prefeitos eleitos na região em outubro — está deixando quaisquer cogitações ao cargo em segundo plano. Questão regional Problemas municipais, porém, são também metropolitanos. Ontem, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) informou que o Fundo Social de Solidariedade, na Encruzilhada, está recolhendo donativos para vítimas das enchentes em Peruíbe. Transporte coletivo Em sua primeira portaria no cargo, o secretário de Mobilidade Urbana de Guarujá, Rodrigo Sales, criou um grupo técnico de trabalho para estudar e propor medidas para que o transporte coletivo municipal seja regular, eficiente e econômico. A primeira reunião é hoje, às 9h30. Revisão periódica Há uma cláusula no contrato com a concessionária City que prevê, a cada três anos, revisão na prestação do serviço. Secretários, adjuntos, chefe de Gabinete do Prefeito e o advogado e o procurador-gerais do Município integram o grupo, que fará um relatório final em 90 dias. Por que Guarujá O ex-prefeito de São Vicente Pedro Gouvêa (foto), agora secretário de Habitação de Guarujá, afirma que a escolha de seu nome para o cargo resulta de dois motivos. Relações Um deles, o de que Gouvêa e o prefeito Farid Madi (Pode) sempre mantiveram “uma relação superbacana”, que data de “há muitos anos”. O outro, a aproximação de PSB, PDT e “vereadores do nosso grupo” a Farid, no segundo turno, concluída com o convite para a Habitação. Novo objetivo E o ex-vereador Raphael Vitiello (PP), que disputou o segundo turno no ano passado com Farid, almeja concorrer a deputado estadual no próximo ano. “O PP me acolheu”, declara. Por enquanto, conta que integrará a Executiva Estadual do partido, presidida pelo deputado federal Maurício Neves. Torcer e cobrar “(Estou) Torcendo para que seja um bom governo, porque Guarujá merece. Porém, estarei antenado a qualquer atitude que possa vir contrária às necessidades da Cidade. E cobrar quando necessário”, afirma Vitiello, que foi vereador até o mês passado.