Márcio França avisa que não há espaço para mudança no nome do vice-presidente, caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja candidato em 2026 (Vanessa Rodrigues/AT) Conhecido pela capacidade de articulação política, o ministro de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte do Brasil, Márcio França, já avisa que não há espaço para mudança no nome do vice-presidente, caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja candidato à reeleição em 2026. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme entrevista dada no sábado à CNN, o ministro já antecipa a chapa de Lula com Geraldo Alckmin, filiado ao seu partido, o PSB. França, que é da Baixada Santista, ex-prefeito de São Vicente e ex-governador, foi o principal responsável pela união Lula-Alckmin para enfrentar e vencer Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Ele disse que o desempenho de Alckmin tem sido bem avaliado pelos partidos, o que afastaria a possibilidade de mudança na aliança entre PT e PSB. “Alckmin é um vice perfeito. Não tem espaço para mudança nesse cenário. Lula é experiente. Quando não tem movimento, isso está consolidado”, afirmou o ministro, reforçando a aliança. Ovo de serpente Sobre um possível pedido do MDB para vice de Lula, França coloca em dúvida a posição do partido, caso o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), consiga a reeleição este ano. “Eventualmente reeleito o Ricardo Nunes, significa que esse polo de São Paulo vai produzir, junto com o Governo do Estado, um ovo da serpente. É daqui que vai sair o principal adversário do Lula”. Aliados O ministro lembrou, porém, que “o MDB do Nordeste, com Renanzinho (Renan Filho), e do Norte, com os Barbalho, trabalham pelo Lula”, diz. O partido poderia rachar, o que não é novidade. Governo do Estado França, que foi vice-governador e assumiu o governo por oito meses quando Alckmin renunciou ao cargo para concorrer à Presidência, em 2018, não esconde o desejo de voltar a governar São Paulo. Porém, esse objetivo pode ser muito mais difícil se Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorrer à reeleição. A aposta do ministro é que o governador tente a Presidência. Vantagem O ministro cita que Tarcísio é um herdeiro do apoio da direita no Brasil. “Tarcísio não é uma pessoa de idade, é jovem, teria tempo de fazer uma passagem e sairia como um herdeiro político desse núcleo. Ele não é bem aquele bolsonarista típico, mas pisca ali para o lado para pegar esse eleitorado”. Vai de qualquer jeito Para França, caso o governador demonstre interesse na reeleição, o grupo que comanda hoje a Prefeitura da Capital e o Estado vai empurrar Tarcísio à disputa nacional. “Como fizeram com o João Doria”. Banco de sangue O deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (PSD) comemora o início do funcionamento, hoje, das novas instalações do Banco de Sangue da Santa Casa de Santos. A obra, que custou R\$ 3 milhões, foi feita com recursos enviados pelo deputado por meio de emendas parlamentares. Segundo Corrêa Jr, este ano o hospital recebeu R\$ 17 milhões em emendas dele. Serviço Além de receber doações, o banco de sangue realizará transfusões de sangue e sangria terapêutica – método que retira sangue para tratar ou aliviar sintomas de doenças – para pacientes dos convênios credenciados, particulares e do Sistema Único de Saúde (SUS). Faltam placas O vereador Augusto Duarte (PSDB) enviou requerimento à Prefeitura de Santos pedindo providências sobre a falta de placas de identificação em ruas da Cidade, prejudicando entregadores e turistas. Serviço em andamento A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) respondeu ao vereador que contratou empresa terceirizada para a confecção de placas. Segundo a CET, foram implantadas 1.943 novas em 2023 e 1.015 em 2024, até abril. Frase "Balneário Camboriú sediou (...) um encontro de celerados terraplanistas, negacionistas. A cidade precisa de uma limpeza espiritual”. Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário, sobre o encontro conservador com Jair Bolsonaro, no fim de semana, em Santa Catarina.