(Alexsander Ferraz/AT) Da dívida total bilionária da Prefeitura (R\$ 1,060 bilhão), 67,6% dela correspondem a uma empresa municipal que, no último dia do ano passado, foi encerrada: a Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi). Criada em 1977, tinha o Município como acionista majoritário (99,99%) e desempenhou atividades como gerenciar obras e serviços, promover estudos e projetos urbanísticos e socioeconômicos, cuidar da coleta de lixo e da manutenção de imóveis da Administração. Todos os trabalhos que executava foram redistribuídos em secretarias e departamentos municipais durante décadas. Esvaziada continuamente, com receita própria em queda e acumulando débitos, a Codesavi deixou de operar em 2019. Restam nela oito pessoas, que integram a equipe de liquidação da companhia e já em aviso-prévio, com demissão marcada para dia 31. A Codesavi chega ao fim de sua existência com R\$ 717 milhões em débitos, quase metade deles (48,5%) com a Previdência Social. Como consequência, a Prefeitura, que já vinha sendo condenada em ações judiciais por ser acionista quase que completa da empresa, assumirá formalmente essa dívida, que se soma aos R\$ 343 milhões em outros valores a pagar — daí os R\$ 1,060 bilhão em débitos municipais. Porém, há expectativa de reduzir o valor, mediante negociações. Renegociando A Prefeitura afirma que, no ano passado, renegociaram-se quase R\$ 85 milhões devidos. Daí, se conseguiram perto de R\$ 50 milhões em descontos e prazos de cinco a dez anos para quitação de valores. Outro ponto: a Codesavi não tem mais despesas com funcionários, diz a secretária municipal da Fazenda, Elisangela Pereira Domingues. Até pagar tudo “É necessário dar um fim à Codesavi como um todo, liquidar definitivamente a empresa. Esse processo consiste, basicamente, em ir saneando as dívidas até que consigamos acabar com todas elas”, afirmou o prefeito Kayo Amado (Pode), em nota enviada à imprensa ontem. Longa extinção Na região, outra companhia de economia mista em processo de extinção é a Empresa de Urbanização de Guarujá (Emurg). Também criada em 1977, está em liquidação há 24 anos e com prejuízos acumulados de R\$ 51,3 milhões no fim de 2023. Desde terça-feira, tem novo liquidante: Orivaldo Rampazo Neto. Acabou sendo Ainda em Guarujá, confirmou-se Marcelo da Silva Souza, o Marcelo Wallez, como secretário de Cultura. Interinamente, Marco Aurélio dos Santos Pinho responde por Modernização e Transformação Digital. Toma posse Não reeleita, a suplente Maria Jaqueline da Silva, a Jaque Barbosa (PSD), tomará posse às 11 horas na Câmara de Cubatão. Substitui Allan Matias, hoje secretário de Governo. Salário maior O prefeito interino de Mongaguá, Luiz Berbiz de Oliveira, o Tubarão (União), oficializou ontem reajuste de 4,76% aos 2,4 mil funcionários da Prefeitura. Cai na próxima folha. Junção explosiva Em ofício ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos, foto), o diretor-executivo da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado (Fhoresp), Edson Pinto, pediu atenção à “combinação explosiva de arrastões e viroses” no Litoral. Comprometimento “Os problemas nesta temporada, na Baixada Santista, têm trazido muita preocupação” ao setor. “Já notamos um forte comprometimento de imagem”, afetando “todo o ano de 2025”. Em nota à imprensa, o dirigente foi além: cogitou demissões. Plantar árvores Na estreia de uma iniciativa em que secretários de Santos respondem a questões do público, o titular de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, disse que o foco da arborização neste ano será o plantio de exemplares em calçadas. Limpar praias Ao tratar da balneabilidade das praias, Farinello citou um “amplo projeto” que inclui o primeiro ato da gestão atual: criar um grupo para estudar a urbanização do Dique da Vila Gilda, sem coleta nem tratamento de esgoto.