Danilo Morgado foi para segundo turno em 2020 (Vanessa Rodrigues/ AT) Observadores do cenário político de Praia Grande estranhavam o fato de que Danilo Morgado, que havia chegado ao segundo turno da eleição passada contra a candidata governista e prefeita eleita Raquel Chini (Republicanos), ainda não tivesse registrado sua candidatura a prefeito, neste ano, na Justiça Eleitoral. Às vésperas do prazo final para essa providência, encerrado nesta quinta-feira (15), Morgado deu fim à expectativa. É que, na terça-feira (13), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) pautou e analisou seis processos contra o candidato referentes à eleição de 2020. Em primeira instância, ele havia sido condenado por abuso de poder econômico e divergências na prestação de documentos fiscais naquela campanha. Como consequência, tinha perdido os direitos políticos até 2028 — oito anos após o pleito anterior. A inelegibilidade fora declarada em agosto do ano passado e, em dezembro, Morgado conseguira suspender os efeitos da condenação. Faltava, porém, o sinal verde do TRE-SP. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Oponentes Os processos haviam sido impetrados pela coligação de Raquel Chini. Advogados de Morgado apelaram. O julgamento tinha começado em junho, mas foi suspenso porque uma juíza pediu vista para ver o processo com profundidade. No TRE-SP, as condenações foram revertidas em decisões unânimes. Estratégias Morgado disse à coluna que não foi por isso que demorou a se registrar. “Cada passo faz parte de estratégias. Porém, a respeito dessa decisão (judicial de terça-feira), eu já tinha tranquilidade desde o primeiro dia, pois ficava claro que sou totalmente inocente”, argumentou. No limite Morgado foi o último dos 45 concorrentes a prefeito da região a se registrar no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sem concorrer Um membro do PT de Cubatão revelou alívio com a decisão da ex-prefeita Marcia Rosa de não disputar a Câmara, devido à pendência financeira dela com a Justiça Eleitoral. Sangrando Marcia poderia ter a candidatura anulada. “Íamos ficar sangrando a eleição toda. E ela ainda tiraria votos dos nossos candidatos (a vereador), que seriam anulados.” Estudantes pedem O Centro dos Estudantes de Santos (CES) faz pedidos aos candidatos a prefeito e vereador. Em documento, lista ideias como creches abertas à noite, restaurante Bom Prato perto de universidades, passe livre no transporte coletivo para estudo, lazer e cultura e um programa municipal de financiamento estudantil. Meia dúzia A secretária de Segurança de Santos, Raquel Kobashi Gallinati, recebeu um prêmio pela sexta vez seguida: o do Portal Nacional dos Delegados. Venceu na categoria Gestão e foi indicada, com outros delegados de polícia, a partir de critérios que o site aplica desde 2017, quando criou a premiação. Bancária Ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, Eneida Koury lança hoje, às 19h, na sede da instituição, na Encruzilhada, candidatura à Câmara santista. Tentará o cargo pela primeira vez, após ter concorrido duas vezes a prefeita (2008 e 2012), uma a deputada federal (2014) e uma a vice-prefeita (2020). Para registro Da região, os deputados federais Alberto Mourão (MDB), Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) votaram a favor da 2ª etapa da reforma tributária, na terça. Rosana Valle, contra. Pela campanha A vereadora Audrey Kleys (Novo) deve se afastar da Câmara de Santos no fim da próxima semana. Vice na chapa de Rogério Santos (Republicanos), se dedicará à campanha. Assumirá Adriano Catapreta (PSD). “Seria esquizofrênico, como presidente do TSE, me auto-oficiar. (...) Mas, hoje, eu oficiaria a presidente Cármen (Lúcia, agora à frente do TSE)”, Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e que dirigiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre o inquérito das fake news.