Julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) ocorre nesta quinta (19) (Divulgação/Prefeitura de Itanhaém) O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) julga, a partir das 15 horas desta quinta (19), recurso de um candidato a vereador de Itanhaém condenado, em primeira instância, por compra de votos na eleição de 2024. Trata-se do advogado Bhauer Bertrand de Abreu, quarto suplente do União Brasil. Em ação de investigação judicial eleitoral movida pelo diretório municipal do Podemos, o juiz eleitoral Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho analisou mensagens de áudio e texto, inclusive de Abreu, para concluir que o concorrente “prometeu e entregou vantagens financeiras em troca de votos, utilizando-se de intermediários para a execução de um grande esquema de captação ilícita de votos”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Inclusive, no dia da eleição, o que caracterizaria boca de urna, proibida. Ainda conforme a sentença, a estratégia incluía envio de comprovantes de votação em um grupo de WhatsApp do qual o candidato era membro. A acusação também foi sustentada por registros de queixas de cabos eleitorais que afirmaram não ter recebido pagamento. Por isso, em 22 de setembro, o magistrado declarou Bhauer Abreu inelegível por oito anos a partir da última eleição, o multou em R\$ 10 mil e mandou anular seus votos. Se a sentença for mantida pelo TRE-SP, estará mais próxima a recontagem de votos na Câmara de Itanhaém, que favoreceria o Podemos — autor da ação. Ficaria assim A eventual anulação dos 657 votos de Bhauer Abreu faria com que, em uma recontagem, o total obtido pelo União Brasil baixasse de 6.718 para 6.061. O Podemos, que obteve 6.687 votos, tomaria uma vaga do União, a do vereador Severino Bento Gomes, o Bill Gomes. No lugar deste, entraria o primeiro suplente do Podemos, Lucas Pereira. O advogado de Abreu no processo, Rafael Caniato Batalha, não deu retorno. Outro dia Desencontros na agenda dos três presidenciáveis do PSD causarão novo adiamento da festa de filiação do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) ao partido. Seria no sábado, mas deverá ficar para o próximo ou para o fim do mês. Familiar Esperam-se pelo menos três novas filiações ao PSD. Uma, a do ex-deputado estadual Cássio Navarro, pré-candidato a federal e genro do prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB). Na Cidade, o PSD é presidido desde 2023 por Lucas Mourão Glerean — neto do prefeito, secretário de Projetos Especiais e pré-candidato a deputado estadual. Retornando E voltarão ao PSD a prefeita de Mongaguá, Cristina Wiazowski, e seu marido, o secretário de Governo, Paulo Wiazowski Filho. Estão no PP. Ele declara ser próximo do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, desde 1994, quando Paulo entrou no antigo PFL. E, também, com Paulo Alexandre Barbosa. Projeção “O PSD pode ser o que era o PSDB”, cogita Wiazowski, sobre o predomínio tucano até 2020, quando comandava sete das nove cidades da Baixada. Ele presidirá o diretório municipal e se dispõe a voltar ao comando regional do PSD. Menos fios Presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) sobre o excesso de fios em postes de Cubatão, Washington Luiz Lessa de Souza, o Carioca (PSDB), está satisfeito com o início dos mutirões na Cidade com esse fim. Haverá mais um hoje. Foi na CEV que se expôs o cronograma dos serviços. Nova casa Denis Protazio da Silva é o novo presidente do Cidadania em Santos. Até 2024, presidiu o Avante, que lançou Nando Pinheiro à Prefeitura. Assume o novo posto “com apoio total do nosso líder” — em alusão ao presidente da Câmara de Guarujá, Mário Lúcio da Conceição (Cidadania), pré-candidato a deputado estadual. Expectativas O presidente do PT em São Vicente, Wilson Barreto, diz que filiados da Cidade se propõem a disputar as eleições. Mas, por ora, o que se aguarda é a pré-candidatura de Fernando Haddad ao Governo Estadual. O ministro da Fazenda deve participar hoje de sua última atividade oficial no cargo, em São Paulo — onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve sancionar lei de incentivo fiscal à indústria química.