Retornar para casa sem usar aplicativos e escrever uma redação por semana ajudam a prevenir o Alzheimer (Banco de imagens) Existem elementos, como alimentação saudável, sono de qualidade e a prática regular de exercícios físicos, que são amplamente reconhecidos na prevenção da demência, uma condição que engloba diversos diagnósticos relacionados ao declínio cognitivo, sendo a doença de Alzheimer a mais comum. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entretanto, com rotinas cada vez mais automáticas, é comum ouvir reclamações de falta de atenção, esquecimentos, lentidão de pensamento e dificuldade de concentração. Esses sinais não indicam necessariamente o início de uma demência, mas podem refletir um desempenho cognitivo abaixo do ideal. Para melhorar esse desempenho, existem exercícios que estimulam o cérebro, ajudando o sistema nervoso a desenvolver novas conexões neuronais. Em entrevista ao jornal O Globo, especialistas como o neurocientista e neurocirurgião Fernando Gomes, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Rogério Panizzutti, diretor do Laboratório de Neurociência e Aprimoramento Cerebral (LabNACE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a neurocientista Lívia Ciacci, parceira do Supera Ginástica para o Cérebro, sugeriram sete práticas "fora da caixa" para estimular a mente: 1. Fazer sexo e conversar sobre sentimentos Embora o tema seja comum entre jovens e adultos, há uma ideia errônea de que o sexo perde importância ou até desaparece na velhice, alerta Fernando Gomes da USP: "As pessoas envelhecem e colocam o sexo como algo secundário. Se têm um relacionamento, podem se manter ativas, mas, se não têm, perpetuam o preconceito de gerações anteriores, acreditando que essa fase da vida acabou. No entanto, manter-se sexualmente ativo e ter relacionamentos íntimos é importante para o cérebro, tanto pela interação social quanto pela necessidade de saúde física e mental", afirmou ao O Globo. 2. Retornar para casa sem usar aplicativos A desorientação espacial é uma queixa comum entre pessoas que experimentam perda de funções cerebrais. Uma maneira de exercitar essa habilidade é visitar um lugar novo, como um museu ou cinema, e tentar retornar para casa utilizando transporte público, sem o auxílio de aplicativos. Isso requer planejamento e o esforço de se situar geograficamente. 3. Diminuir o volume dos fones de ouvido Um relatório recente da comissão especializada em demência da revista The Lancet apontou a perda auditiva como um dos fatores de risco para cerca de 7% dos casos de demência no mundo. Indivíduos com perda auditiva na fase adulta têm maior risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência. No entanto, o uso de aparelhos auditivos parece eliminar esse risco, melhorando a interação social e reduzindo o isolamento. 4. Aprender a tocar um instrumento musical Aprender algo novo, como tocar um instrumento musical, estimula o cérebro diariamente, exigindo memória e coordenação. Esse tipo de atividade envolve o uso da memória de trabalho em diversos aspectos. 5. Fazer compras sem usar lista Uma maneira eficaz de exercitar a memória é tentar fazer compras no supermercado sem utilizar uma lista. Isso desafia a capacidade de lembrar os itens necessários de maneira autônoma. 6. Escrever uma redação por semana Escrever regularmente, preferencialmente usando papel e caneta, ajuda a organizar as ideias e fortalece as conexões neurais relacionadas à linguagem e comunicação. A recomendação é escrever uma redação por semana. 7. Sair para dançar Manter uma vida social ativa é fundamental na velhice, e dançar tem se destacado como uma forma de combinar atividade física com o aspecto social, proporcionando benefícios tanto para o corpo quanto para a mente.