[[legacy_image_329131]] Manoel Duarte tem 56 anos de idade e é motorista. Trabalha há dez anos como carreteiro, mas já dirigiu ônibus e Kombis. Começou desfilando como folião na Unidos do Parque Bitaru, quando Baby era intérprete. Depois, foi cantar na Império Dourado e na Mocidade de São Vicente. Entre 2008 e 2010, esteve na Unidos dos Morros e na Peruche, de São Paulo. Foi para a União Imperial e ficou de 2011 até 2016 na Verde e Rosa do Marapé. Neste período, também foi um dos intérpretes da Novo Milênio, em São Paulo. “Em 2018, voltei para a União Imperial na ala musical com o Silvinho”. Já em 2019, defendeu o samba da Vila Mathias, mas resolveu dar uma parada. Só que não conseguiu ficar muito tempo longe do Carnaval. “A gente tenta deixar o samba, mas o samba não deixa a gente”. Aceitou o convite para voltar pela Sangue Jovem. “Quando me fizeram o convite da Sangue, eu gostei da conversa deles, do jeito deles de trabalhar”. Mesmo longe dos desfiles das escolas, Manoel Duarte nunca deixou os shows e apresentações. “A gente vive, respira o Carnaval. Depois que desfila o primeiro ano, não consegue mais ficar de fora”. O intérprete da Sangue não tem dúvida de que parou na hora certa, para voltar ainda mais motivado. “A minha parada me fez muito bem. Foi como se tivesse tirado férias. A gente volta renovado, vibrando com o ensaio da bateria, com as pessoas.” Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Mestre PepeuAos 40 anos, Pedro Teixeira dos Santos Neto e trabalha como conferente. Mas, na bateria Feitiço da Ilha, da Mocidade Amazonense, de Guarujá, ele é o Mestre Pepeu. Tem uma vida inteira dedicada à escola de Vicente de Carvalho. “Comecei na ala das crianças e depois fui para a bateria tocar repinique.” Com 36 anos na agremiação, Pepeu mora ao lado da Amazonense e tem a família inteira envolvida no Carnaval. “Meu tio é presidente. Meu primo é diretor de Carnaval, meu outro primo é diretor de bateria, minha prima é chefe de ala”. Mesmo com tanta experiência, Pepeu não esconde a expectativa. “Em primeiro lugar, eu quero que a bandeira do Carnaval cresça e a nossa escola também cresça junto. Eu tenho certeza de que, neste ano, a Amazonense vai surpreender na avenida. Certeza absoluta.” Com muita confiança, Pepeu ensaiou a Feitiço da Ilha para apresentar duas surpresas na Passarela Dráuzio da Cruz. Uma delas, o mestre antecipou. “Vai ter um forrozinho para alegrar a arquibancada. Nós vamos parar a avenida e virar notícia”. Apaixonado pelo mundo do samba, o mestre tem um sonho: “É ver o Carnaval santista no topo. Todas as escolas disputando bem, patrocinadas e andando com os próprios recursos. Eu luto pela bandeira do Carnaval”.