A operação ocorreu no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, quando Malafaia desembarcava de voo proveniente de Portugal (Reprodução/X) A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na noite desta quarta-feira (20). A operação ocorreu no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, quando Malafaia desembarcava de voo proveniente de Lisboa, Portugal. Durante a ação, os agentes apreenderam o celular do pastor e executaram medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados . Contexto da Investigação A ação faz parte do inquérito nº 14129, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. O processo investiga uma tentativa de obstrução de justiça relacionada à trama golpista que teria envolvido o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Malafaia, conhecido por seu apoio político a Bolsonaro, é suspeito de atuar para interferir no andamento do julgamento do ex-presidente . Medidas Judiciais Adicionais Além da apreensão do celular, o STF determinou a suspensão dos passaportes de Silas Malafaia, impedindo-o de deixar o país. Também foi estabelecida a proibição de manter contato com outros investigados no caso, incluindo o ex-presidente e o deputado federal. Essas medidas visam garantir a ordem pública e a regularidade do processo judicial em curso . Repercussão Política e Reações A operação gerou repercussão no cenário político brasileiro. Silas Malafaia é uma figura influente no meio evangélico e tem sido um aliado próximo de Jair Bolsonaro. A ação da Polícia Federal e as medidas cautelares impostas pelo STF indicam o aprofundamento das investigações sobre a tentativa de obstrução de justiça, envolvendo figuras políticas de destaque.