O bengalês foi preso há cinco anos na área do Brás, em São Paulo (Divulgação/Polícia Federal) Saifullah Al Mamun, de Bangladesh, está preso no interior de São Paulo em Itaí, e é indicado pela Polícia Federal (PF) como o ‘maior contrabandista de pessoas do mundo’. O bengalês está em uma disputa judicial desde quando foi detido em 2019 por conta de uma operção internacional que visava encontrar uma rede de ‘coiotes’ que carregava diversos grupos de migrantes até a fronteira americana. Vale ressaltar que os Estados Unidos da América pede para que Saifullah seja julgado nos EUA. Esta decisão caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O bengalês foi preso há cinco anos na área do Brás, em São Paulo, durante as operações Estação Brás e Bengal Tiger, que abrangiam 20 países e investigavam o tráfico de estrangeiros rumo aos Estados Unidos. Ele foi sentenciado a 22 anos e 2 meses de prisão no Brasil por envolvimento em migração ilegal e lavagem de dinheiro. Agora a Justiça americana solicita sua extradição para que ele responda a pelo menos oito acusações incluindo contrabando de imigrantes e conspiração, que são crimes graves nos Estados Unidos. Os processos estão sendo tratados no Texas, onde as penalidades podem ser extremamente severas, incluindo prisão perpétua. Entre 2016 e 2019, a rede de coiotes, segundo a PF, movimentou mais de R\$ 10 milhões para levar ilegalmente cerca de 200 pessoas para os Estados Unidos. A investigação revelou uma rota clandestina que se originava em países como Bangladesh, Índia, Nepal, Afeganistão e Paquistão. O grupo contava com advogados brasileiros para solicitar refúgio e fornecia documentos falsos, como passaportes e vistos. As pesquisas sobre Al Mamun mostrou que os migrantes eram levados ao Brás, onde eram forçados a pagar R\$ 72 mil à quadrilha – R\$ 25 mil na chegada e R\$ 47 mil pela viagem até os EUA. Nesse local, eles eram mantidos em condições de cárcere, sofrendo abusos e maus-tratos.