Previsão é que o ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, se reúna com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão (Lula Marques/Agência Brasil) A decisão do Governo Federal sobre adotar ou não novamente o horário de verão neste ano ou no próximo ficou para esta quarta-feira (16), quando o Ministério de Minas e Energia deve fazer o anúncio sobre o assunto. A data inicial seria nesta terça (15). O motivo é que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deve apresentar novos estudos sobre as condições de atendimento de energia aos consumidores e eventuais mudanças no cenário hidrológico, segundo integrantes do governo informaram ao portal G1. A economia poderia chegar a R\$ 400 milhões, de acordo com o operador. “O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, chegou a afirmar Silveira na última sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera. Silveira destacou, na ocasião, que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou. O ministro disse anteriormente ainda que, caso seja adotado pelo governo ainda neste ano, o horário de verão não vai impactar o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27 deste mês. “Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”. Ele chegou a dizer que tudo está sendo analisado com todo o cuidado e serenidade. “Imagine a responsabilidade de uma decisão como essa de um ministro de estado. Se ele o faz sem necessidade está naturalmente tomando uma medida que tem transversalidade e tem custo em alguns setores da economia, apesar de que para outros é benéfico, mas em alguns da economia muito contundentes. Se ele não faz, e dá um problema, a responsabilidade é do ministro. Um problema energético não é um problema é um problemaço”, explicou sobre a complexidade da decisão.