(Pixabay) Cientistas da universidade de Bristol e do Grupo de Sangue e Transplante do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido descobriram um novo tipo sanguíneo. A revelação resolveu um mistério que durou 50 anos e que atrapalhou a eficácia de muitas transfusões de sangue. Além dos tipos A, B, AB e O, as pessoas também podem ser positivas ou negativas em relação ao antígeno AnWj. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que algumas pessoas não têm o novo tipo sanguíneo devido a doenças como câncer ou desordens hematológicos. No entanto, existem casos raros de indivíduos que nascem sem esse grupo. A presença do AnWj foi reconhecida desde 1972, mas sua origem genética permanecia um mistério até agora. A conclusão chegou quando os cientistas estudavam uma amostra de 2015 do sangue de uma paciente. Eles também avaliaram outros quatro casos raros de pessoas com AnWj negativas. Embora o AnWj tenha sido identificado em 1972, sua origem genética era desconhecida. Atualmente, sabemos que o antígeno é transportado por uma proteína no sangue chamada Mal. Mais de 99,9% da população possui a Mal e consegue transportar essa proteína. No entanto, em casos raros, pode ocorrer uma “deleção homozigótica”, no qual parte do material genético se perde durante a fecundação do feto. Se uma pessoa tiver o gene defeituoso e receber transfusão de sangue de alguém com AnWj, pode sofrer uma reação adversa. Para pesquisadores, a descoberta irá permitir uma melhora em testes de compatibilidade sanguínea antes de transfusões.