[[legacy_image_13080]] Primeira causa de morte oncológica na população feminina brasileira, o câncer na mama também pode acometer os pets. O alerta de veterinários chama atenção no Outubro Rosa, mês dedicado à sensibilização para o diagnóstico precoce e prevenção à patologia. Os profissionais dão dicas e orientações sobre os sintomas, o tratamento e como diagnosticar o câncer mamário com a devida antecedência, potencializando as chances de cura nos animais domésticos. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), a maior incidência da doença é em fêmeas adultas, entre 4 e 12 anos. Contudo, até 3% dos casos ocorrem também em machos. O veterinário Bruno Roque explica que cerca de 50% dos tumores mamários em cadelas são malignos e tendem a ter comportamento agressivo ou metastático. Já entre as felinas, é ainda mais grave a evolução. “Este processo tumoral é muito mais frequente nos felinos fêmeas, na qual 90% dos casos se apresentam como malignos e disseminam-se rapidamente pelos linfonodos e o pulmão do animal, culminando, em 80% dos casos, em metástase”, diz o especialista. Ele afirma que diagnosticar o câncer mamário com antecedência é a forma mais eficiente de viabilizar a cura, exatamente como ocorre em humanos. “Os tumores de mama são influenciados pelo estrógeno e progesterona, liberados pelos ovários”. Conforme explica, para evitar que a doença se desenvolva nos pets, recomenda-se a castração nas fêmeas “logo após completarem um ano de vida, idade que garante o desenvolvimento completo dos tecidos do corpo e também o efeito profilático para o câncer de mama”. O especialista acrescenta que a castração realizada antes dos seis meses de idade pode desencadear quadros de incontinência urinária e, futuramente, “a reduzir o papel protetor do estrógeno para outros tipos de cânceres”. Autoexame O profissional afirma que, assim como há o autoexame realizado pelas mulheres, as mamas do animal também devem examinadas. “A dica é aproveitar o momento de interação e carinho na barriga do pet para palpar as mamas e verificar se não há nenhum nódulo. Nos gatos, que geralmente não apreciam o toque na barriga, pode ser um pouco mais difícil, mas o ideal é tentar acostumar o bichano com a palpação. E, ao identificar um volume diferente do habitual, levar o animal imediatamente ao veterinário, principalmente se esses ‘caroços’ aumentarem rapidamente”, alerta Roque