Crise de pânico e depressão causam sofrimento emocional (Marcelo Camargo/Agência Brasil) A síndrome do pânico, transtorno que afeta milhares de pessoas, se baseia em causar crises inesperadas e intensas de medo e ansiedade. É comum que esse distúrbio seja confundido com outros problemas de saúde mental, como a depressão, mas eles possuem características e tratamentos diferentes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que é a síndrome do pânico? A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade marcado por ataques repentinos de pânico, que surgem sem causa aparente. Durante essas crises, a pessoa sente uma onda de medo e sintomas físicos que incluem taquicardia, falta de ar, tremores, sudorese e sensação de perda de controle. Esses ataques podem durar alguns minutos, mas o impacto emocional persiste, levando a pessoa a desenvolver um receio intenso de que novas crises aconteçam. Além das crises, muitos com síndrome do pânico começam a evitar lugares e situações em que os ataques ocorreram ou poderiam ocorrer. Trata-se de um fator que agrava o quadro e limita a rotina do indivíduo, que passa a viver com medo constante dos sintomas. As diferenças entre síndrome do pânico e depressão Embora tanto a síndrome do pânico quanto a depressão possam causar sofrimento emocional, ambos têm manifestações e origens diferentes, confira: Sintomas: A síndrome do pânico é caracterizada por crises de ansiedade agudas e sintomas físicos, enquanto a depressão envolve um estado prolongado de tristeza, falta de motivação, perda de interesse e sentimentos de desesperança. Em casos de depressão, não há a presença dos ataques de pânico típicos, mas sim uma sensação constante de apatia e perda de prazer. Causas e origem: A síndrome do pânico é considerada um transtorno de ansiedade e pode estar relacionada a fatores genéticos, estresse e predisposição biológica. A depressão pode ter causas variadas, que incluem fatores genéticos, alterações químicas no cérebro e experiências de vida desafiadoras. Tratamento: Ambos os transtornos podem ser tratados com psicoterapia e, em alguns casos, com medicação. Na síndrome do pânico, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem comum, focando em identificar e modificar os padrões de pensamento que levam às crises. Para a depressão, a TCC também é utilizada, mas há outras abordagens, como a terapia interpessoal e, em alguns casos, o uso de antidepressivos para ajudar a estabilizar o humor.