Santos 480 Anos - Berço do Brasil Moderno, em cartaz até 10 de maio, conta a importância da Cidade para a formação do Brasil moderno (Sílvio Luiz/AT) Uma viagem imersiva pela história de Santos, a partir de sua relação com o território, o porto, as rotas comerciais e as pessoas que ajudaram a moldar o Brasil. Assim se apresenta a mostra Santos 480 anos – Berço do Brasil Moderno, na Pinacoteca Benedicto Calixto (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão), aberta ao público até 10 de maio, sempre de terça-feira a domingo, das 9 às 18 horas, marcando o início da temporada de exposições da Pinacoteca. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O vernissage ocorreu nesta terça-feira (24), com a presença do prefeito Rogério Santos (Republicanos), da vice Audrey Kleys (sem partido), do capitão dos Portos de São Paulo, capitão de mar e guerra Leandro Gomes Mendes, além de representantes do Legislativo santista, patrocinadores e convidados, que lotaram o Casarão Branco. A exposição reúne mapas históricos, xilogravuras, registros iconográficos, imagens e fotografias – das mais antigas às contemporâneas – distribuídas pelo saguão principal e por outras quatro salas, com destaque para o setor portuário, onde podem ser encontrados equipamentos e registros de trabalhadores que ajudaram a moldar a área. Exposição é formada por mapas históricos, xilogravuras, registros iconográficos, imagens e fotografias – das mais antigas às contemporâneas –, com destaque ao Porto de Santos (Sílvio Luiz/AT) Ciclos econômicos A exposição ainda destaca ciclos importantes para o desenvolvimento da Cidade, como o açúcar e o café, além da implantação das ferrovias e da conexão entre o Litoral e o planalto paulista – fatores que consolidaram Santos como um dos principais eixos logísticos e econômicos do País. Um dos curadores, Carlos Zibel, explica que a proposta é traçar esse desenvolvimento a partir da geografia e da relação com o Porto e São Paulo. “Estamos reunindo mapas antigos, desenhos dos primeiros viajantes que vieram ao Brasil e a Santos. Depois, buscamos mostrar como Santos e São Paulo passam a conversar, de forma visual e documental”. A também curadora e doutora em história Ana Kalassa El Banat destaca que a mostra exigiu ampla pesquisa histórica. “Fizemos esse levantamento buscando resgatar desde os primórdios da fundação, entender a consolidação do núcleo urbano e refletir sobre disputas pelo território, pensando quem habita essa cidade e o direito à memória”. Ela explica que se tentou apresentar recortes de como Santos contribuiu para a consolidação de um Brasil moderno e de como o Porto foi fundamental nesse processo. O prefeito Rogério Santos afirma que contar a história de Santos é também contar a do País. “A Pinacoteca é guardiã do nosso maior patrimônio, que é a nossa história e cultura. Essa mostra mantém viva a tradição de contar a nossa história e fortalece esse movimento cultural”. O diretor-presidente da Fundação Arquivo e Memória, Leonardo Delfino, destacou a parceria baseada em um acervo com mais de 3 milhões de imagens e 8 milhões de documentos históricos. Já o presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini, ressaltou a importância da mostra. “Conseguimos, com secretarias municipais e a Fundação Arquivo e Memória, montar uma exposição muito bacana. A população tem apoiado a Pinacoteca, e uma mostra sobre a própria cidade torna isso ainda mais interessante”. Além de Carlos Zibel e Ana Kalassa Al Banat, também integram a curadoria Antonio Carlos Cavalcanti Filho e Marjorie de Carvalho Fontenelle de Medeiros. A mostra integra a 4ª edição do Arte na Pinacoteca.