Tem som de Alceu Valença, Bianca Gismonti e Pedro Luís. E há muito mais (Montagem sobre fotos de Leo Aversa/Divulgação e Lucas Lima/Divulgação) A música alegra a vida. Há aquelas que não se esquece, sempre se quer ouvir. E sempre haverá espaço para mais uma – ou duas, três... – nesse rol das canções que embalam a nossa vida. Por isso, A Tribuna traz nesta terça-feira (24) alguns lançamentos dos últimos tempos que podem se tornar o seu novo favorito. A começar pela nova versão de La Belle de Jour, de 1992, um clássico do repertório de Alceu Valença, que acaba de ser lançada em francês pela cantora Zaz, em dueto com o próprio Alceu. Essa praia musical é, realmente, de uma boa viagem sonora. Pabllo Vittar também está de volta às plataformas, com a última faixa do projeto Batidão Tropical 2, que agora está completo. Ai Que Calor, com participação de Duda Beat, encerra o álbum mais quente do verão. “É um projeto muito importante para mim, ele mostra as minhas raízes e a minha essência”, diz a artista. Homenagem ao pai Gismonti 70, uma homenagem de Bianca Gismonti ao pai, o compositor e multi-instrumentista Egberto Gismonti, também acaba de chegar às plataformas. Com seu trio, Bianca passeia por canções emblemáticas do repertório do pai, como O Sonho (gravada por Elis Regina), Palhaço e Lôro. “Foi um período de intensa emoção, já que as suas composições traduzem parte da minha história pessoal. Desde o meu nascimento – e até hoje – venho acompanhando de perto as suas infinitas sementes desabrocharem em árvores grandiosas”, diz a artista sobre a gravação. Também há Morelenbaum em dose dupla. Jaques, compositor e arranjador, ao lado do multi-instrumentista Ricardo Bacelar, acaba de lançar Aracati, um projeto instrumental (apenas uma música é cantada), que reúne temas inéditos. Inclusive, a canção Fogueira, é dedicada a Egberto Gismonti. Já Paula Morelenbaum, esposa de Jaques, saiu com Jobim Canção, em parceria com Arthur Nestrovski. Se o trabalho do marido prima pela música instrumental, o de Paula resgata dez clássicos de Tom Jobim em leitura de voz e violão. O álbum é um tributo ao maestro, nos 30 anos de sua morte, em 8 de dezembro de 2024. Outro grande nome que mergulha em seu repertório é Djavan. O cantor e compositor acaba de lançar Origem, com faixas gravadas por ele antes de seu primeiro álbum, A Voz, o Violão e a Música de Djavan, de 1976. Isso mesmo: relíquias do fundo do baú, do início dos anos 70, até aqui inéditas em meio digital. “Os compositores da década de 1970 tiveram muita influência no meu trabalho de composição que se seguiu. Sempre ouvi muito, de maneira a poder abranger toda a minha sede pela diversificação. E, a partir daí, a minha música, a minha composição, foi ganhando novos horizontes”, diz Djavan em seu site. E se tudo terminasse em amor? É o quinto álbum da discografia autoral de Pedro Luís, cinco anos depois de Macro, projeto em conjunto com Batman Zavareze, e do tributo do cantautor carioca a Luiz Melodia. Pedro se desafia: pela primeira vez, ele compõe canções especialmente para um projeto específico, todas com a mesma inspiração: o amor, em suas variadas formas. Afinal, o amor resume tudo.