Com sete álbuns gravados com o Karametade, Dodô ajudou a escrever a história do pagode romântico dos anos 90 (Reprodução) A música da Baixada Santista perdeu um de seus nomes queridos nesta terça-feira (22). Morreu, aos 53 anos, Douglas Souza Arruda, o Dodô Batera — músico admirado pela simplicidade, carisma e talento, além de ser um dos fundadores do grupo Karametade. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dodô enfrentava uma longa batalha contra um melanoma na nuca. Passou por várias cirurgias e chegou a controlar a doença em outros momentos, mas desta vez o câncer voltou de forma agressiva e ele não resistiu. Faleceu por volta das 5h desta terça. Com sete álbuns gravados com o Karametade — incluindo um em espanhol —, Dodô ajudou a escrever a história do pagode romântico dos anos 90. Fez parte da formação original do grupo, em 1993, e esteve presente em todos os discos que estouraram em todo o Brasil. O cantor Vavá, parceiro de palco e amigo de longa data, falou emocionado sobre a perda: “Ele tocava todos os estilos e foi um dos fundadores do Karametade. Era muito querido. Um cara muito simples de se lidar, encantador, de sorriso fácil e de bem com a vida. Um grande amigo. Descobriu esse melanoma, curou outras vezes, mas agora quando voltou estava muito agressivo”. Além do sucesso nacional, Dodô se manteve sempre próximo da cena musical local. Era comum vê-lo em eventos pela região, nos finais de semana, sempre em alto astral, rodeado de amigos e fãs. Velório e sepultamento Ele deixa a esposa, Adriana Garcia, e os filhos Paloma e Gabriel. O velório acontece nesta terça-feira, na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, na Avenida Barão de Penedo, 46, no José Menino, das 15h30 às 23h. Na quarta-feira (23), o velório será retomado às 7h e segue até as 9h. Depois, o corpo será levado para o Cemitério da Saudade, na Vila Júlia, em Guarujá. O sepultamento está marcado para as 11h.