[[legacy_image_96726]] Dança, esporte ou estilo de vida? O breaking ocupa todos esses espaços, transformando vidas por meio da cultura hip-hop. Agora, a modalidade se expande ainda mais ao ser incluída na Olimpíada de Paris, na França, em 2024, mostrando seu valor ao mundo. E nesse ritmo de jogos olímpicos, jovens B-Boys e B-Girls da Baixada Santista seguem empenhados na busca por representar o Brasil por meio da arte. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Yeshua Rebello, de 14 anos, é um deles. Conhecido como B-Boy Eagle, o jovem que nasceu em São Paulo fez seus primeiros movimentos de breaking em Peruíbe, onde morou com sua família por 10 anos. Ele começou aos 5 anos de idade, dizendo que era isso que queria para sua vida logo após sua primeira aula – como conta sua mãe, Luciana Mazza, assumindo que na época até achou graça da situação. Mas, realmente, este sonho de Yeshua têm se tornado realidade. Somando dezenas de premiações mundo afora, ele treina de 3 a 4 horas por dia e afirma, com convicção: “quero ser conhecido como o melhor do mundo”, já pensando na Olimpíada. Sua irmã, Chaya Gabor, de 11 anos, também está de olho nos Jogos Olímpicos. Mas ela, conhecida artisticamente como B-Girl Angel, não poderá participar da edição de Paris, pois a idade mínima exigida é de 16 anos. Entretanto, isso não desanima a jovem, que está no estilo de dança desde os 3 anos de idade, também tendo descoberto sua paixão pela dança em Peruíbe. Entre diversas conquistas nacionais e internacionais, agora ela se prepara para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2026 e na Olimpíada de 2028, que será em Los Angeles. Os irmãos são filiados à Confederação Brasileira de Breaking (CBRB) desde 2018. E para a mãe Luciana, que na adolescência era apaixonada por rap, mas nunca imaginou que teria filhos tão imersos na cultura hip-hop, a inclusão da dança como modalidade olímpica é um momento muito esperado. “Os dançarinos vão ter possibilidade de serem atletas. E tem uma coisa que é muito clara: a nova geração está chegando com tudo”. Promessas Além dos irmãos, há outros frutos da região que se destacam no breaking. O idealizador do grupo Action Breaks Crew, da Associação de Dança de Itanhaém (ADI), Fernando Ferreira Curcio, nomeia B-Boys e B-Girls que reconhece como promessas para os próximos jogos olímpicos. No caso da Olimpíada de Paris, o B-Boy Fernando cita Felipe Leonor Pires (B-Boy Felipinho), de 28 anos, nascido em Itanhaém, e Jadiel de Oliveira Reis (B-Boy Jadiel), de 31, de Praia Grande. Já para os próximos Jogos Olímpicos da Juventude, ele ressalta outros dois nomes de Itanhaém: Kethelyn Christine Santos de Jesus (B-Girl Keké), de 12 anos, e Jheferson Ray Tavares Oliveira (B-Boy Jheff), de 13. Break dance? Vale ressaltar que, na Olimpíada, a nomenclatura utilizada é “breaking” e não “break dance”, como a dança também é conhecida popularmente. De acordo com os praticantes da modalidade, dentro da cena hip-hop, a dança também é chamada de breaking. A nomenclatura break dance não é correta nesse caso. Como vai funcionar Se for seguido o mesmo padrão do último Jogos Olímpicos da Juventude, que estreou o breaking em 2018, em Paris a modalidade será no formato de “batalha”, um contra um. Os juízes avaliarão as entradas e as respostas dos atletas sob os critérios de criatividade, personalidade, técnica, variedade, performance e musicalidade. [[legacy_image_96727]] Na RegiãoApesar de ser berço de jovens talentos, na Baixada Santista apenas Santos e Itanhaém têm projetos sociais e culturais voltados ao breaking. Em Santos, a prefeitura oferece aulas de breaking na Vila Criativa da Vila Nova (Praça Rui Ribeiro Couto, s/nº, Vila Nova) há aproximadamente um ano e meio. Por conta da pandemia, as aulas estão interrompidas. Porém, a retomada está prevista para as próximas semanas, quando haverá novas inscrições. As aulas são gratuitas e, de acordo com a prefeitura, podem participar pessoas de qualquer idade, desde que residam em Santos. Mais informações pelo telefone (13) 3219-7241. Itanhaém Já em Itanhaém, desde 2009 há o grupo Action Break´s Crew, do projeto da Associação de Dança de Itanhaém. Ele foi idealizado por Fernando Ferreira Curcio, conhecido como B-Boy Fernando. O grupo começou aberto a todas as idades e, por volta de 2017, se voltou às crianças da comunidade. É uma forma de capacitá-las para participarem de competições nacionais e internacionais. “É um projeto voltado ao serviço de fortalecimento do vínculo familiar”, ressalta o arte educador, que reconhece na dança uma forma de unir famílias e “distanciar a molecada de coisas ruins que a rua oferece”. Interessados em participar das aulas e oficinas do Projeto Breaking em Ação, que está acontecendo de forma híbrida, devem comparecer às segundas- feiras, das 14h às 15h30, no Núcleo de Atividades Culturais e Esportivas Guapurá (Rua Ketes do Rosário Domingues, 160, Jd. Oásis), com xérox de RG, comprovante de residência, declaração escolar, duas fotos 3x4 e o número do NIS.