Quem nunca ouviu ou usou a expressão “manda quem pode, obedece quem tem juízo”? (Adobe Stock) Quem nunca ouviu ou usou a expressão “manda quem pode, obedece quem tem juízo”? Se você for da Geração Z, talvez isso nem faça parte da sua realidade. Mas, dos Millenials para trás, todos ouviram bastante, especialmente no trabalho, quando a relação entre líderes e liderados era marcada por hierarquia rígida e obediência. Muitas vezes, esse modelo vinha de casa, com pais autoritários e uma criação baseada no medo. No ambiente profissional, o padrão se repetia — uma pessoa do meu círculo, por exemplo, teve um chefe que chamava as funcionárias de “libertinas”. Hoje, felizmente, esse tipo de comportamento é passível de denúncia. Mas o fato de a sociedade ter evoluído não significa que todos acompanharam. Muitos ainda acreditam que ser líder é exercer poder pelo medo e pela imposição. É preciso desconstruir esse modelo e trilhar um novo caminho, mais conectado com inteligência emocional e relacional. Um líder de verdade age pelo bem comum, preocupa-se com o impacto das próprias decisões, comunica-se com clareza, pratica o conceito de escuta ativa e apoia o desenvolvimento de cada pessoa da equipe — inclusive dos mais difíceis. E não se esqueça: liderança também exige autocuidado. Aquela máxima da máscara de oxigênio do avião vale aqui. Cuide da sua saúde, das relações dentro e fora do trabalho, do emocional, da imagem e da reputação. Assim, você estará mais preparado para liderar com competência e leveza, evitando repetir comportamentos ultrapassados. Afinal, não adianta vestir uma roupa bonita achando que resolveu o problema: sua imagem vai muito além da aparência. Comportamentos que não cabem mais Autoridade baseada no medo: assim como os pais do passado, muitos líderes ainda usam a hierarquia e a punição como ferramentas principais de comando. Controle total sobre processos e pessoas: exercem microgerenciamento constante e dão baixa autonomia às equipes. Inflexibilidade e resistência à mudança: apoiam-se incondicionalmente em regras antigas e rejeitam novas formas de trabalho e linguagem. Liderança impessoal e distante: comunicação fria, excessivamente formal. Em outras palavras, exercem a figura do “chefe” ou “patrão”. Associação de liderança a comportamentos tóxicos: força, dureza e racionalidade são vistas como únicas qualidades desejáveis, em detrimento da escuta, da emoção e da empatia. Valorização apenas do que é tangível: colocam metas e objetivos acima da valorização humana e das relações interpessoais. Desprezo pela diversidade de perfis e ideias: usam a máxima do “fit cultural” para que recrutamentos e promoções se baseiem unicamente em quem mais se parece com quem já está no topo.