Hugo Bonèmer está em diversos papéis, bem distintos, em longas, séries e animação (Sérgio Santoian/ Divulgação) Hugo Bonèmer vive um momento ímpar em sua carreira. Ao interpretar o piloto Nelson Piquet em Senna, da Netflix, teve seu trabalho indicado como melhor ator coadjuvante no Platino Awards, um prêmio ibero-americano, que ocorre no próximo dia 27 de abril. Além da indicação de Bonèmer, a produção Senna está indicada em mais quatro categorias. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O talento do artista pode ser visto ainda em nova animação. Ele empresta sua voz a Armen, um caranguejinho cheio de ansiedades em Debaixo do Píer. Ainda no streaming, no Globoplay, Hugo está de volta em Malhação, de 2013, onde interpretou Martin no início de sua carreira. Além disso, o ator continua dando expediente no Like, onde dá dicas de filmes e séries. E este ano, tem projetos engatilhados, entre eles três filmes, já filmados, que serão lançados: Velhos Bandidos, Silvio Santos Vem Aí e Rio de Clarice. Entrevista Você vive um momento especial e de muito trabalho tanto no cinema como na TV e no streaming. Tem algum veículo que você goste mais de atuar? "Gosto de trabalhar. O veículo muda a forma, mas o desafio é sempre contar uma história do jeito mais interessante possível." Na série Senna, você faz o Nelson Piquet e foi indicado ao Platino Awards pelo papel. É diferente a preparação para um personagem baseado em alguém real? Como foi sua preparação? Assistiu a corridas antigas, entrevistas? "Sim, é diferente porque existe uma referência real. No caso do Piquet, ele tem um jeito muito próprio de falar e se movimentar, então precisei estudar bastante. Assisti a entrevistas, corridas, tudo o que estava disponível. Mas a série não é um documentário, então o mais importante foi entender o contexto e como aquele personagem se encaixa na história." (Sérgio Santoian/ Divulgação) Você fez também dublagem, conta como foi essa experiência… "Dublagem é um exercício de precisão. Você tem que encaixar interpretação, ritmo e emoção dentro de uma estrutura já existente. Dá um nó na cabeça no começo, mas depois vira um vício." E como é se ver novamente no ar com Malhação 2013, no papel de Martin, no início de carreira? "Engraçado e um pouco assustador. É tipo encontrar um diário antigo. Mas também é legal ver que o público continua acompanhando e comentando." Eu adoro assistir a suas dicas no Like, da Claro TV. Acho você super à vontade. Você assiste mesmo aos filmes que indica ou segue um roteiro? "Obrigado! Eu assisto, sim. E quando não vi ainda, deixo claro que estou falando sobre as expectativas. Mas a ideia é sempre ser sincero, porque recomendar um filme que eu não gostei não faz o menor sentido." Em 2025 você estreia no cinema em três produções, sendo uma delas Velhos Bandidos, que tem um elenco extraordinário, com Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Lázaro Ramos… Como foi trabalhar ao lado dessas feras? "Você entra no set achando que vai ficar nervoso, mas aí vê que são pessoas que amam o que fazem e só querem contar uma boa história. Aí você relaxa e trabalha." (Sérgio Santoian/ Divulgação) Você também está em Silvio Santos Vem Aí e Rio de Clarice, que é adaptação de contos de Clarice Lispector. São longas bem distintos. Qual a expectativa para essas estreias? "São mundos muito diferentes, e eu gosto disso. Silvio Santos Vem Aí tem uma energia popular, de um Brasil que todo mundo conhece. Rio de Clarice já é mais contemplativo, um filme que exige outro tempo, outra respiração. Estou curioso para ver como o público vai receber cada um." E no tempo de folga, o que gosta de fazer? "Depende do dia. Às vezes quero silêncio, às vezes quero gente. Mas, no geral, se tiver um bom filme ou uma boa conversa, já estou feliz."