Fernanda Torres entrou para o seleto grupo de celebridades brasileiras reconhecidas no exterior (RICHARD SHOTWELL/INVISION/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO) Vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar, a atriz Fernanda Torres entrou para o seleto grupo de celebridades brasileiras reconhecidas no exterior pelos feitos extraordinários no trato do seu ofício, sendo aclamada internacionalmente. Ao interpretar Eunice Paiva no filme biográfico Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional e de mais 38 prêmios internacionais, Fernanda percorreu a estrada que a tornou uma estrela de cinema. Seu talento indubitável foi reverberado por inúmeras aparições em jornais, revistas e programas de TV conceituados ao redor do mundo, mas especialmente por seu carisma, inteligência, senso de humor, luz própria e borogodó. Sim, a Nanda tem borogodó! Em apenas seis meses, a brasileira conquistou a admiração de outras atrizes consagradas, como Demi Moore e Jessica Chastain, do diretor de Conclave, Edward Berger, e de tantos outros expoentes da indústria cinematográfica que, certamente, abrirão novas portas ainda mais promissoras no showbiz da sétima arte para ela. Com toda a sua aura irresistível, Fernanda se tornou um fenômeno no Brasil e no exterior. O timing não poderia ser mais certeiro quando a festa do Oscar caiu justamente em um domingo de Carnaval. Nem o maior ás do marketing poderia ter previsto ou calculado momento mais oportuno. Foi o universo conspirando a favor. A febre Fernanda Torres contagiou geral. Sua figura estampou máscaras e fantasias, e ela virou boneca de Olinda, tão gigante quanto o seu talento a desfilar pelas ruas de Pernambuco. Como ela mesma disse no tapete vermelho do Oscar, em Los Angeles: “Consagração é virar boneco de Olinda”. Um clima de Copa do Mundo pairou e ela fez o Brasil sorrir. Nós ainda estamos aqui sorrindo! Fernanda é muito mais Brasil porque nada toca mais fundo na alma do que o sentimento de pertencimento quando se está muito, muito distante da sua terra natal, da sua língua pátria. As homenagens oriundas de tantos brasis, dos regionalismos e das diversas culturas espalhadas por esse país de dimensão continental devem ter sido a maior honra de todas para ela, comovendo mais do que qualquer evento por onde desfilou seu charme, com vestidos de grifes. O deslumbre é você, Fernanda. Quintessência do encantamento. Nasce uma estrela que fez o Brasil ser visto e prestigiado, porque a vida presta! Primo de Anora Fernanda Torres surpreendeu, inclusive, quando perdeu o Oscar de Melhor Atriz para Mikey Madison, elogiando a colega e pedindo mais amor aos brasileiros. À imprensa, declarou: “A Mikey Madison é muito especial, gente. A maneira que eles fizeram aquele filme é a mesma maneira que a gente fez o nosso, é cinema de grupo. Ainda Estou Aqui e Anora são como ‘primos’”. Casa do Cinema Brasileiro O imóvel onde foram gravadas as cenas de Ainda Estou Aqui será transformado na Casa do Cinema Brasileiro. Na segunda-feira, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou, por meio de suas redes sociais, a aquisição da propriedade pela Prefeitura. “Vamos tornar público e abrir para visitação o espaço que trouxe o primeiro Oscar do Brasil em quase 100 anos da premiação”, postou.