O especialista em Planejamento Patrimonial, Higor Vieira, de 29 anos, afirma que a capacidade de poupar não tem idade (FreePik) O especialista em Planejamento Patrimonial, Higor Vieira, de 29 anos, afirma que a capacidade de poupar não tem idade. “Nunca é tarde demais para começar. Mas se você tem uma renda mensal garantida, seja do trabalho, seja de aluguel, independentemente da origem, comece o quanto antes. A maior dor no futuro é a do arrependimento de não ter poupado. Tão importante quanto buscar a melhor rentabilidade é ter a capacidade de poupar”, afirma. Morando em Franca, no Interior de São Paulo, e casado há cinco anos com Edilene, Vieira já está planejando o futuro do filho do casal, Heitor, de 3 anos. Quando ele completou 2, o pai abriu um fundo de previdência privada no nome do menino. “A previdência privada é um investimento que possibilita um aporte mensal via débito automático em conta corrente. Nisso, todo mês debita um valor que ajuda a construir um patrimônio para ele no futuro, seja uma escola, uma faculdade ou um carro novo”, explica. Disciplina financeira Vieira também deixou um conselho primordial para os jovens quando o assunto refere-se às finanças: disciplina financeira. “O jovem que tenha uma renda mensal precisa criar uma capacidade de poupar. Mesmo que seja pouco, mas no longo prazo o patrimônio constituído fará toda a diferença pra vida dele. E, em paralelo a isso, ter um especialista em investimentos que te aconselhe no melhor produto de acordo com seu perfil de risco”, explica. Fazem parte do aconselhamento, segundo Vieira, ter um controle de gastos, evitar despesas desnecessárias e criar uma capacidade de poupança, nem que seja forçado. “Esse compromisso vai, além de formar seu patrimônio inicial aos poucos, criar uma disciplina financeira dentro da própria mente, ajudando na longevidade de guardar dinheiro e acumular recursos para o futuro. Uma boa disciplina atrelada a bons produtos de investimento vai fazer a régua do patrimônio crescer a cada dia”, recomenda. Professora poupa de olho na compra de imóvel A professora de Educação Especial Isabela Marra Araújo, de 26 anos, começou a guardar dinheiro desde os 18, quando era estagiária. “Na época não tinha clareza do meu objetivo ao poupar o dinheiro, mas era um costume familiar”, relembra. Isabela, que mora em Santos, investe mensalmente cerca de 50% do salário. A maioria da importância está aplicada em fundos de renda fixa em um banco digital e também em um fundo de previdência privada. “Moro com o meu pai (Osvaldo Araujo Junior), então não tenho despesas de moradia, o que torna mais fácil poupar”, justifica. O foco principal para o destino das economias, segundo a professora, é conseguir comprar um imóvel daqui a alguns anos, sem precisar recorrer ao financiamento. “Outro objetivo é complementar a aposentadoria. Isso se tornou mais claro recentemente, quando entrei na prefeitura (de Guarujá)”, afirma. Diante disso, o conselho de Isabela é para que todos façam o mesmo. “Com certeza. Investir é ter uma reserva de emergência, mais segurança para o futuro e mais organização financeira, não ficando refém de juros dos bancos tradicionais”, recomenda.