Você já parou para observar suas unhas com atenção? Muitas vezes, mudanças discretas na cor, no formato ou na textura passam despercebidas, mas podem ser um verdadeiro espelho da saúde do corpo. Segundo dermatologistas, as unhas funcionam como indicadores de desequilíbrios internos, revelando desde deficiências nutricionais até problemas cardíacos, respiratórios ou hepáticos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Ignorar esses sinais pode ser um erro. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alterações persistentes nas unhas devem ser avaliadas por um médico, pois podem ser os primeiros sintomas de doenças mais sérias. Por que as unhas refletem a saúde do corpo? As unhas são formadas principalmente por queratina, uma proteína produzida continuamente pelo organismo. Alterações no fornecimento de nutrientes, oxigênio ou circulação sanguínea afetam diretamente a forma como essa estrutura cresce. Mudanças nas unhas raramente são apenas estéticas. Em muitos casos, elas refletem deficiências nutricionais ou problemas internos que precisam de atenção. Por isso, prestar atenção nos detalhes é essencial. Principais sinais nas unhas e o que eles podem indicar Unhas amareladas Podem ser consequência do uso frequente de esmaltes escuros, mas também estão associadas a micoses, problemas no fígado ou até doenças respiratórias crônicas. Quando se preocupar: se o tom amarelado persistir mesmo após semanas sem esmalte. Manchas brancas Popularmente chamadas de “leuconíquia”, essas manchas podem surgir após pequenos traumas, mas também podem indicar deficiência de zinco ou cálcio. Quando se preocupar: se aparecerem com frequência em várias unhas ao mesmo tempo. Unhas frágeis e quebradiças A fragilidade pode estar ligada à falta de vitaminas (A, C, D e complexo B) ou minerais como ferro. Exposição constante a produtos químicos e contato excessivo com água também são fatores de risco. Quando se preocupar: se a fraqueza vier acompanhada de queda de cabelo ou cansaço extremo. Unhas onduladas ou com depressões Superfícies irregulares podem indicar doenças como psoríase ou problemas na tireoide. Pequenas ondulações também podem estar associadas a anemia ou carência de ferro. Quando se preocupar: se as ondulações forem profundas e atingirem várias unhas. Unhas azuladas ou arroxeadas Esse sinal pode indicar problemas circulatórios ou baixa oxigenação no sangue. Em alguns casos, pode estar relacionado a doenças cardíacas ou respiratórias. Quando se preocupar: se a coloração azulada vier acompanhada de falta de ar ou palpitações. Unhas muito pálidas Podem estar ligadas a anemia, deficiência de ferro ou doenças hepáticas. A palidez constante é um sinal de que o organismo pode não estar recebendo oxigênio suficiente. Quando se preocupar: se a palidez persistir mesmo com boa alimentação. Dados e estudos Um estudo publicado no Journal of the European Academy of Dermatology mostrou que cerca de 10% das doenças dermatológicas afetam diretamente as unhas. Outro levantamento da Harvard Medical School aponta que alterações persistentes nas unhas são sinais clínicos importantes em até 30% dos diagnósticos de doenças sistêmicas. Consequências de ignorar os sinais Atraso no diagnóstico de doenças graves como diabetes, anemia ou problemas cardíacos; Risco de agravamento de micoses, que podem se espalhar para outras partes do corpo; Perda da saúde estética das unhas, com fragilidade e deformidades permanentes. Como cuidar melhor das unhas no dia a dia Mantenha uma alimentação equilibrada: rica em proteínas, vitaminas e minerais. Evite uso excessivo de esmaltes e removedores com acetona, que enfraquecem as unhas. Hidrate as cutículas e unhas regularmente com óleos ou cremes específicos. Procure um dermatologista se notar mudanças persistentes ou dolorosas.