(Reprodução/Pixabay) O número de fumantes no Brasil continua apresentando tendência de queda ao longo das últimas décadas, resultado de políticas públicas, campanhas de conscientização e restrições ao consumo de tabaco. Ainda assim, especialistas alertam que o ritmo dessa redução pode estar desacelerando diante de novos desafios, como a popularização dos cigarros eletrônicos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dados recentes mostram que o país construiu uma trajetória consistente de diminuição do tabagismo desde o fim do século passado. Em 1989, cerca de 34,8% da população adulta era fumante — índice que vem caindo ano após ano, colocando o Brasil como referência internacional no controle do tabaco. A mudança de comportamento está diretamente ligada a medidas como a proibição de propaganda de cigarro, aumento de impostos, alertas nas embalagens e leis antifumo em ambientes fechados. Essas ações ajudaram a reduzir significativamente a adesão ao hábito, especialmente entre os mais jovens. Apesar dos avanços, o cenário atual exige atenção. Pesquisas recentes apontam que, após anos de queda, houve até mesmo oscilações no número de fumantes, o que acende um sinal de alerta para autoridades de saúde. Um dos principais fatores associados a esse movimento é o crescimento do uso de dispositivos eletrônicos para fumar, como vapes e pods. Esses produtos têm atraído principalmente o público jovem, muitas vezes com a falsa percepção de serem menos prejudiciais à saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de morte no mundo, responsável por milhões de óbitos todos os anos e associado a dezenas de doenças, incluindo câncer, problemas respiratórios e cardiovasculares. Especialistas reforçam que, embora o Brasil tenha avançado no combate ao cigarro tradicional, é fundamental atualizar estratégias de prevenção e fiscalização para lidar com novas formas de consumo de nicotina. O desafio, agora, é manter a tendência de queda e evitar que novas gerações sejam impactadas por produtos derivados do tabaco, preservando os ganhos obtidos nas últimas décadas.