A transição do jovem para a vida adulta é complicada em vários aspectos. Um deles é o de administrar o dinheiro (FreePik) A transição do jovem para a vida adulta é complicada em vários aspectos. Um deles é o de administrar o dinheiro nesse momento, pensando no futuro e sem esquecer do presente, muitas vezes povoado pelos estudos e pelo trabalho ao mesmo tempo. Para que isso aconteça da melhor forma, o economista Denis Castro traz dicas a respeito de finanças pessoais para jovens. O primeiro passo, segundo ele, é educação financeira. “É ter a consciência do dinheiro, ou seja, entender o valor do dinheiro e como ele é ganho. Na sequência, o planejamento, usando ferramentas como planilhas ou aplicativos para acompanhar receitas e despesas e, por fim, que o jovem diferencie necessidades de desejos, priorizando gastos essenciais antes de considerar itens supérfluos”, explica. Para despertar a consciência sobre poupar e investir, de acordo com o economista, quatro pontos são fundamentais. “Um é estabelecer metas, definindo objetivos claros (viagem, estudos ou independência financeira) para motivar o hábito de poupar, ensinar o poder dos juros compostos, morando como pequenos valores podem crescer ao longo do tempo, mostrar um exemplo prático, como o de incentivar o jovem a poupar parte de sua mesada ou salário em um cofrinho ou conta poupança, além da educação financeira online, com a utilização de plataformas, livros e cursos básicos para ensinar finanças”, descreve. Regras e benefícios Os princípios básicos de administração do dinheiro, lembra Castro, tem de obedecer à regra 50-30-20, ou seja, 50% para necessidades (moradia e alimentação), 30% para desejos (lazer e hobbies) e os 20% restantes para poupança/investimentos. “Comece com valores pequenos. Mesmo R\$ 50,00 já é um bom começo. Automatize o processo, configurando transferências automáticas para poupança ou investimentos. E invista em conhecimento, reservando parte do orçamento para cursos e habilidades que aumentem sua empregabilidade e renda futura”, recomenda. Com isso, quatro benefícios serão sentidos a longo prazo: maior independência financeira, capacidade de lidar com imprevistos, realização de sonhos de médio e longo prazo e hábito de consumo. “Jovens que desenvolvem a consciência financeira desde cedo ganham autonomia e aprendem a aproveitar oportunidades, criando uma base sólida para a vida adulta”, finaliza o economista.