Controle da pressão arterial é uma das principais formas de prevenir o AVC, exames regulares ajudam no diagnóstico precoce (Divulgação) O acidente vascular cerebral (AVC) é uma condição de saúde que pode se manifestar de duas formas distintas e ocorre quando há uma obstrução ou rompimento dos vasos sanguíneos responsáveis por irrigar o cérebro. Essa interrupção compromete o fornecimento de sangue a uma determinada região cerebral, resultando na perda de suas funções. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento aumentam significativamente as chances de recuperação completa. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), dados do Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) indicam que, desde 2019, o Brasil já registrou mais de 100 mil óbitos relacionados ao AVC. Os totais anuais foram 103.769 em 2019, 104.847 em 2020, 109.431 em 2021, 115.090 em 2022 e 112.052 em 2023. Quais são os tipos de AVC? O acidente vascular cerebral pode ser dividido em duas categorias: isquêmico e hemorrágico. O tipo mais comum é o isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos. Conforme informações do Ministério da Saúde, esse tipo ocorre quando há obstrução de uma artéria, o que impede a chegada de oxigênio a determinadas partes do cérebro. Já o AVC hemorrágico representa aproximadamente 15% das ocorrências e se caracteriza pelo rompimento de um vaso sanguíneo dentro do cérebro, o que leva a um sangramento interno. Embora menos frequente, costuma ser mais severo e com maiores chances de complicações e óbito. Para identificar corretamente o tipo de AVC e a área cerebral atingida, exames de imagem são essenciais, pois permitem um diagnóstico mais preciso e rápido. Quais as principais causas que aumentam o risco de AVC? Diversos fatores podem provocar um acidente vascular cerebral, tanto isquêmico quanto hemorrágico. De acordo com o Ministério da Saúde, entre as principais condições associadas estão a pressão alta, excesso de peso, ingestão abusiva de álcool, uso de substâncias ilícitas e o diabetes tipo 2. Seis sintomas podem indicar a ocorrência de um acidente vascular cerebral: Confusão súbita ou desorientação; Dificuldade para se expressar ou entender o que os outros dizem; Alterações na visão, podendo afetar um ou ambos os olhos; Dor de cabeça intensa e repentina, sem causa aparente; Perda de equilíbrio, coordenação comprometida, tontura ou alterações na marcha; Fraqueza ou dormência em apenas um lado do corpo, especialmente no rosto, braço ou perna. Faixas etárias mais atingidas O AVC é mais prevalente a partir dos 60 anos, mas os jovens também merecem atenção e devem estar atentos aos riscos para se prevenir. Como prevenir? Diversos fatores estão associados ao risco de desenvolver um acidente vascular cerebral, bem como outras doenças crônicas, como o câncer e o diabetes. Alguns deles são inevitáveis, como a idade, características genéticas, etnia e sexo, mas muitos podem ser controlados com mudanças no estilo de vida. Entre as recomendações do Ministério da Saúde para reduzir o risco de AVC estão evitar o tabagismo, adotar uma alimentação saudável e balanceada, praticar exercícios físicos com frequência, moderar ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas e manter uma boa hidratação, além de outros cuidados preventivos.