È fundamental compreender as características de cada raça e garantir que o ambiente seja seguro e equilibrado (Divulgação) Cães e crianças costumam formar uma das duplas mais encantadoras dentro de casa. No entanto, nem todas as raças têm o mesmo perfil de comportamento, e algumas podem apresentar reações mais imprevisíveis ou agressivas diante de determinados estímulos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo especialistas em comportamento animal, o perigo não está apenas na raça em si, mas na combinação entre porte, instinto de proteção e falta de adestramento. Ainda assim, estudos internacionais e dados de entidades veterinárias apontam que certas raças aparecem com mais frequência em registros de ataques a crianças. As raças que exigem maior cuidado: 1. Pitbull Terrier Um dos cães mais controversos do mundo, o Pitbull é forte, ágil e dotado de grande resistência física. Apesar de muitos tutores garantirem que o animal é dócil quando bem treinado, a raça figura entre as que mais se envolvem em incidentes com crianças. O principal risco está na sua força de mordida, que pode causar ferimentos graves. Adestramento, socialização desde filhote e supervisão constante são essenciais. 2. Rottweiler Com uma aparência imponente e um instinto protetor acentuado, o Rottweiler é leal ao dono, mas pode reagir de forma agressiva diante de estranhos ou barulhos repentinos — algo comum em casas com crianças pequenas. É uma raça que demanda liderança firme e treinamento especializado. Quando mal socializado, pode interpretar brincadeiras infantis como ameaças. 3. Dogue Alemão Conhecido como o “gigante gentil”, o Dogue Alemão pode ser muito afetuoso, mas seu tamanho imenso representa um risco físico para crianças pequenas. Um simples movimento brusco ou brincadeira pode resultar em quedas e machucados. Além disso, a força dessa raça exige controle e adestramento adequados. 4. Doberman Inteligente e protetor, o Doberman tem um temperamento vigilante. Quando bem treinado, é um excelente cão de guarda, mas sem adestramento adequado pode reagir com impulsividade. Crianças agitadas ou que se aproximam sem cuidado podem despertar o instinto defensivo do animal, levando a comportamentos agressivos. 5. Fila Brasileiro Raça tipicamente usada para guarda e proteção, o Fila é extremamente fiel à família, mas também territorialista. Seu comportamento reservado com estranhos pode se tornar perigoso em situações de brincadeira com crianças de fora do convívio doméstico. Criado para proteger, ele precisa de tutores experientes e bem informados sobre manejo e comportamento canino. O problema não é a raça, e sim a falta de orientação Veterinários e adestradores reforçam que não existem “cães maus”, e sim animais mal compreendidos ou criados sem os cuidados necessários. Segundo a médica-veterinária e comportamentalista Dra. Larissa Medeiros, a socialização precoce é o fator mais importante para evitar acidentes. O cachorro precisa aprender, desde filhote, a lidar com barulhos, movimentos bruscos e a presença de crianças. Isso reduz o medo e a reação defensiva. Além disso, o acompanhamento de um profissional de comportamento animal pode ajudar os tutores a reconhecer sinais de estresse — como rosnar, se afastar ou lamber os lábios em excesso —, que muitas vezes são ignorados até o momento de um ataque. Dicas de segurança para famílias com crianças e cães Nunca deixe crianças pequenas sozinhas com o animal, mesmo que ele seja dócil. Evite brincadeiras bruscas ou invasivas, como puxar orelhas, rabo ou abraçar o cão à força. Respeite o espaço do animal durante as refeições e o descanso. Invista em adestramento positivo, que estimula o bom comportamento com recompensas e carinho. Ensine as crianças a reconhecer os sinais de incômodo do pet e a agir com respeito.