Especialistas dão dicas para não errar na hora de pintar as paredes de casa (FreePik) Em meio a tantos tons e combinações possíveis, escolher a cor ideal para pintar as paredes de casa pode se tornar um desafio. Mais do que uma escolha estética, a cor influencia diretamente na sensação provocada pelo ambiente. Por isso, A Tribuna conversou com quem entende do assunto e traz hoje ao leitor importantes dicas sobre como fazer a escolha certa. Segundo a arquiteta Tay Kruger, uma das sensações provocadas pelas cores é a de ampliação — ou redução — de espaço. Para ampliar o ambiente, as cores claras são a pedida certa. Entre as sugestões dela, destaque para o greige, uma mistura elegante de cinza e bege. “É uma cor que fica linda. Você pode apoiá-la nas paredes e no teto, o que causará uma impressão de infinito”, sugere. Outra tonalidade indicada pela arquiteta é o branco gelo, que segundo ela nunca sai de moda. Por outro lado, Tay Kruger salienta que, para gerar essa impressão, é fundamental que paredes e teto estejam pintados com as mesmas cores. “Quando o teto é pintado de branco e se coloca qualquer tom, mesmo que seja claro, nas paredes, você acaba limitando teto e parede.” Apesar de ajudarem na ampliação visual, as cores claras não fazem milagre sozinhas. “Cores claras ampliam ambientes, mas não são as únicas responsáveis. Não adianta pintar de branco se o ambiente estiver lotado de móveis e objetos. Gosto de usar poucas peças, porém mais encorpadas, o que dá sofisticação e também amplia.” Isso não significa dizer que as cores escuras devam ser abandonadas. “Não é arriscado apostar em tons escuros em ambientes grandes ou pequenos. O ideal é saber mesclar essas cores. Às vezes, pintar a parede do fundo em gelo e as laterais em um cinza elefante cria uma profundidade visual muito agradável”, diz a arquiteta. Além da sensação de espaço, a escolha de cores pode influenciar na percepção de temperatura. Tons como o greige, o branco açúcar cristal e o amêndoa, todos da paleta nude, são ideais para aquecer os ambientes. “Para esfriar, os famosos tons de cinza, como branco gelo ou névoa da manhã, ou até mesmo um capim-limão, são opções.” Os cuidados na hora de pintar as paredes não se limitam à escolha das cores. As tintas também devem ser escolhidas com atenção, assim como os acabamentos. Segundo Evandro Marconato, consultor técnico da Suvinil, o principal erro dos clientes é comprar os produtos pelo preço mais baixo, sem entender os benefícios e as diferenças de cada item e marca. “Muitos consumidores não compreendem as diferenças entre as categorias de tintas — econômica, standard, premium e superpremium — e acabam optando apenas pelo menor preço, sem considerar o desempenho e a durabilidade do produto.” Ele destaca o papel do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) – Tintas Imobiliárias, iniciativa coordenada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), que busca garantir que soluções destinadas à construção civil tenham desempenho satisfatório e atendam às necessidades dos clientes, sem prejudicar a competitividade entre os fabricantes. “Além de analisar a qualidade dos produtos segundo especificações técnicas, o PSQ assegura que as soluções estejam em conformidade e atendam às expectativas dos compradores”, explica o consultor. Sobre a escolha do acabamento — que pode ser fosco, acetinado ou semibrilho, por exemplo —, Marconato pontua que ela é tão importante quanto a seleção da cor, pois também influencia diretamente na estética, manutenção e durabilidade das paredes. “Tintas com acabamento fosco em cores intensas podem esbranquiçar com o atrito, característica que não ocorre em outros acabamentos. Já as tintas com acabamento acetinado e semibrilho proporcionam maior destaque da cor e maior resistência e durabilidade da pintura quando comparadas às tintas foscas, mas tendem a refletir as imperfeições existentes nas superfícies”, esclarece o consultor.