(Divulgação / Freepik) No Brasil, poucas comidas são tão presentes no dia a dia quanto o arroz. Seja no prato feito, no almoço de domingo ou nas marmitas da semana, o grão é um dos alimentos mais consumidos do país. Justamente por isso, é comum que sobrem porções que acabam sendo guardadas para o dia seguinte. Mas o que muitos não sabem é que um erro simples no armazenamento pode transformar essa prática em uma ameaça à saúde. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Especialistas em segurança alimentar alertam que o arroz mal armazenado pode favorecer a proliferação da bactéria Bacillus cereus, responsável por casos de intoxicação alimentar em todo o mundo. Por que o arroz é tão sensível? O arroz cozido, quando deixado por muito tempo em temperatura ambiente, cria o ambiente perfeito para a multiplicação do Bacillus cereus. Essa bactéria forma esporos resistentes ao calor, que sobrevivem mesmo após o cozimento. Quando as sobras ficam fora da geladeira por mais de duas horas, os esporos se transformam em bactérias ativas, liberando toxinas que podem causar sintomas como: Náuseas; Vômitos; Diarreia; Cólicas abdominais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo de intoxicação costuma durar entre 12 e 24 horas, mas pode ser bastante debilitante. O erro mais comum no armazenamento O maior risco está em deixar o arroz cozido esfriando sobre o fogão ou a bancada da cozinha por muito tempo antes de guardá-lo. Muitos acreditam que, por ser um alimento cozido, ele estaria protegido de contaminações — o que não é verdade. A Anvisa reforça que a regra de ouro é clara: nunca deixar alimentos prontos em temperatura ambiente por mais de duas horas. No caso do arroz, esse cuidado deve ser redobrado. Como armazenar e consumir com segurança Para evitar riscos, especialistas recomendam alguns cuidados práticos: Resfriar rápido: Após o preparo, espere no máximo 30 minutos e já transfira as sobras para potes limpos e bem fechados. Geladeira sempre: O arroz deve ser armazenado imediatamente sob refrigeração, em temperatura abaixo de 5 °C. Consumo rápido: O ideal é consumir as sobras em até 48 horas. Reaquecer bem: Antes de comer, aqueça o arroz a pelo menos 74 °C, garantindo que ele esteja bem quente em toda a porção. Evite reaquecer mais de uma vez: Cada novo ciclo de aquecimento e resfriamento aumenta o risco de contaminação. Há risco em restaurantes e marmitas? Sim. De acordo com nutricionistas e engenheiros de alimentos, locais que servem refeições prontas em grande escala — como restaurantes por quilo e marmitarias — também devem ter protocolos rígidos de armazenamento. Caso contrário, o consumidor pode estar exposto sem saber. Alternativas e cuidados extras Quem deseja evitar riscos pode adotar algumas estratégias: Preparar porções menores de arroz, para reduzir sobras; Optar por congelar parte do arroz logo após o preparo, prolongando sua durabilidade; Manter atenção redobrada no transporte de marmitas, usando bolsas térmicas quando necessário. Esses cuidados simples ajudam a manter a praticidade no dia a dia sem comprometer a saúde.