[[legacy_image_347477]] O Conselho Deliberativo (CD) do Santos reprovou, por maioria de votos, as contas de 2023, o último ano da gestão de Andres Rueda, que terminou com o rebaixamento do clube à Série B do Campeonato Brasileiro. Apesar do relatório do Conselho Fiscal (CF) ter apontado um superávit de pouco mais de R\$ 1 milhão, o órgão sugeriu a reprovação por “gestão temerária”, sugestão ratificada pelos conselheiros. Com a reprovação, o relatório será encaminhado à Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS). Nesta instância, Rueda terá o direito de apresentar a defesa e após este passo, a CIS vai avaliar se há elementos para abrir um processo de expulsão do ex-presidente do quadro associativo. Os quatro ex-presidentes que antecederam Rueda foram expulsos por gestão temerária: Odílio Rodrigues (em abril de 2016), Modesto Roma Júnior (novembro de 2019), José Carlos Peres e Orlando Rollo (ambos em dezembro de 2022). Em julho de 2017, Odílio Rodrigues conseguiu na Justiça a reintegração ao quadro associativo do clube Pontos negativosEntre os pontos levantados no relatório do CF que jogam contra o ex-presidente estão o adiantamento de R\$ 25 milhões da Brax, empresa de marketing esportivo que comercializa placas de publicidade, e a antecipação de R\$ 30 milhões da Federação Paulista de Futebol, referentes ao Paulistão 2024, que seriam usados para o pagamento de salários. O problema é que o clube fechou o ano sem o pagamento dos vencimentos de dezembro a alguns funcionários, deixando a conta para a atual gestão. No caso do contrato com a Brax, que terminaria em dezembro de 2024, o Conselho Fiscal entende que a renovação seria da alçada da gestão eleita em dezembro passado. Procurado, o ex-presidente Andres Rueda disse que vai apresentar a defesa na CIS. "Foi aprovado o relatório da Comissão Fiscal que recomenda o envio para a Comissão de Sindicância. Lá é o fórum do clube para apresentar a defesa. No momento prefiro aguardar".