[[legacy_image_177819]] Três meses após deixar o Santos, o técnico Fábio Carille revelou a decepção de não ter continuado no Peixe. O treinador, inclusive, afirma que ficou mais chateado por ter deixado a Vila Belmiro do que ter sido precocemente desligado do Athletico-PR após só 21 dias de trabalho. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "A (saída) do Santos eu senti mais. Por tudo que a gente conquistou no ano passado, por tudo que foi discutido para este ano.", disse o treinador em entrevista ao Canal do André Hernan. Na cabeça de Carille, após livrar o time do rebaixamento do Campeonato Brasileiro e classificar a equipe para a Copa Sul-Americana, a continuidade do seu trabalho no Santos era certa. "Quando o Santos se livrou matematicamente do rebaixamento, no finalzinho de novembro, o presidente me procurou e disse: 'A gente quer que você continue'. Falei: 'Legal, vamos continuar o trabalho'. Começamos a discutir o que era necessário para potencializar o time. O pensamento era muito claro: não fazer feio em 2022 para vir muito forte em 2023. Todos jogadores que foram indicados por mim estavam dentro da realidade financeira do Santos. Não pedi Hulk, Renato Augusto, não pedi jogadores com salários altos. Em dezembro, entramos de férias e o Santos me ligando para mostrar jogadores. Em janeiro, chegou a possibilidade do Ricardo (Goulart). Ele estava há sete meses parados. Sabíamos que ia ter bastante trabalho.", disse Carille. No entanto, algo mudou. Sem citar nomes, o técnico alega que as conversas não se encaixavam e ele começou a se sentir mal. Tão mal que quase pediu para sair antes do clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista. "Começou a temporada, eu estava com covid e fui fazer a minha estreia contra o Corinthians. Antes desse jogo comecei a ver porque as coisas não estavam acontecendo. Falavam uma coisa para as pessoas, mas chegava para mim de um outro jeito. Quase pedi para sair antes do jogo contra o Corinthians. Aí vou para o clássico e ganho. Me falaram que as coisas iam melhor, mas não melhoraram. Empatamos alguns jogos, ganhamos mais um e perdemos para o Mirassol. Chegamos em Santos às 5 horas da manhã, liguei para o presidente e falei que não dava, não estava bem com aquela situação. E expliquei que a minha saída ia ser bom para o Santos também. O presidente me pediu calma e fez uma videoconferência com o Comitê de Gestão. O presidente retornou após uma hora e disse que todos entenderam a situação e concordavam com a saída. Depois disso, começaram a chegar jogadores que havíamos discutidos. Daria para continuar fazendo um bom trabalho.", disse o treinador em tom de decepção. Sem Carille, mas com Fabián Bustos no comando do time santista, o Peixe entra em campo neste sábado (21), contra o Ceará, às 18h30, na Arena Barueri, pelo Campeonato Brasileiro. O time vem de uma suada vitória por 1 a 0 contra o Unión La Calera, do Chile, que encaminhou a classificação alvinegra às oitavas de final da Copa Sul-Americana.