Santos conseguiu aproveitar a vantagem de um jogador e deixa Belém com 3 pontos (Divulgação/Santos FC) O Santos foi até o Norte do País e vai trazer na bagagem três pontos importantíssimos. Com um jogador a mais durante parte do segundo tempo, o time de Fábio Carille venceu o Paysandu por 3 a 0, na noite desta sexta-feira (9), em Belém, e segue na dianteira da Série B, com 37 pontos. Mais: aumentou para 10 jogos a invencibilidade na competição. O Alvinegro volta campo no próximo sábado (17), contra o Avaí, às 16 horas, na Vila Belmiro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O jogo O Santos abriu o returno contra um adversário que apostava em um ex-santista: o meia Cazares. Contratado no início do ano, o jogador não teve das melhores passagens pela Vila Belmiro, e deixou o Peixe em julho. A meta era voltar a vencer como visitante, algo que não acontecia desde 5 de julho, quando bateu o Ceará, em Fortaleza. Antes da bola rolar, houve um minuto de silêncio pelos 61 mortos na queda do avião na cidade de Vinhedo (SP). A primeira chance foi do time da casa. Aos 2 minutos, João Vieira arriscou de longe e Gabriel Brazão deu um tapa para escanteio. Incomodando pelo lado esquerdo, Cazares queria “mostrar serviço” contra o ex-clube. O Paysandu teve que queimar uma substituição logo de cara, com a contusão de Paulinho Bóia. O Santos suportava bem a pressão do Papão. Aos 10, Edílson recebeu pela direita e colocou na área buscando Nicolas, mas Rodrigo Ferreira apareceu e cortou. Na cobrança de escanteio, Cazares quase fez um gol olímpico, acertando o travessão. Jean Dias, que havia entrado no lugar de Bóia, também se contundiu, exigindo nova substituição por Hélio dos Anjos. Aos 18, finalmente, a primeira chance concreta do Santos, com Diego Pituca. Na sequência, um escanteio cobrado por Otero também levou perigo. A resposta Bicolor veio aos 21, com Esli Garcia, parando em Gabriel Brazão. Dois minutos depois, Guilherme tabelou com Escobar, desceu pela esquerda e cruzou. A bola foi para Rodrigo Ferreira, na entrada da área. O lateral soltou a bomba e o goleiro do Paysandu fez a defesa. No rebote, Escobar tenta completar, mas mandou a bola para fora. A partida ficou mais equilibrada. O Santos teve um ótimo momento com Guilherme, aos 31. Após trama com Pituca, ele partiu pela esquerda e, na hora de concluir, deu uma “cavadinha”, que saiu próxima ao gol do Paysandu. O gol estava próximo. Mas, foi aos 38 que o Santos abriu o placar. O próprio Guilherme aproveitou cruzamento de Rodrigo Ferreira da direita e subiu com precisão, colocando de cabeça no fundo da rede dos donos da casa. O gol reforça a importância do camisa 11, autor de seis gols, para o time de Fábio Carille. Segundo tempo Na volta do intervalo, o Santos veio com Hayner no lugar de Rodrigo Ferreira, por opção técnica de Carille. Aos 4, a bola venenosa de Otero quase vira gol – o goleiro Diogo Silva se esticou para defender em dois tempos. O ritmo do jogo diminuiu. Se o Paysandu tentava chegar ao empate, o Santos não tinha problemas para se defender. A tática tinha um problema: não fazer um segundo gol, para “matar o jogo”. Aos 16, Cazares botou na cabeça de Nicolas, o Cavani da Amazônia”, que mandou por cima, quase empatando o confronto. Do lado santista, entativas não faltavam, como a de Julio Furch, que finalizou após ajeitada de Serginho. Aos 29, Netinho impediu contra-ataque de Guilherme com uma cotovelada. Após dar cartão amarelo, o árbitro foi até o VAR e mudou de ideia, expulsando o jogador do Papão, que ficou ainda cinco minutos em campo. Aos 37, Jair salvou a pátria santista em cima da linha, ao afastar a bola após cabeçada de Robinho. O esperado segundo gol do Peixe, enfim, saiu aos 45. E dos pés de Weslley Patati, que havia entrado pouco antes. João Schmidt recuperou a bola e acionou Guilherme. O camisa 11 abriu na direita para o atacante, que trouxe para dentro da área e emendou no canto esquerdo de Diogo Silva. A vitória, enfim, estava consolidada. Mas ainda cabia uma "obra prima" de Guilherme, em cobrança de falta, aos 52. Uma vitória e tanto para o Peixe.