[[legacy_image_172045]] O plano do presidente do Santos, Andres Rueda, de equilibrar o clube financeiramente parece estar em andamento. De acordo com o balanço patrimonial, que será votado na noite desta quarta-feira (27), em reunião do Conselho Deliberativo, o clube encerrou o ano de 2021 com superávit de R\$ 43,9 milhões. Diante dos números analisados, o Conselho Fiscal recomenda aos conselheiros a aprovação das contas do primeiro ano de gestão. Apesar do superávit, o resultado financeiro poderia ser melhor se o desempenho em campo não tivesse sido tão ruim. Com as péssimas campanhas no Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, além das eliminações precoces na Libertadores, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, o Santos viu as receitas estimadas para o ano ficarem 9,8% abaixo do previsto. A intenção do Peixe era embolsar R\$ 88,2 milhões com premiações ao longo das competições de 2021. Porém, o clube obteve R\$ 79,5 milhões. Isso representa R\$ 8,6 milhões a menos nas contas alvinegras. É preciso ressaltar, no entanto, que R\$ 43,1 milhões dos R\$ 79,5 milhões são referentes às participações na Copa do Brasil e Copa Libertadores de 2020, que, por conta da pandemia da covid-19, se estendeu até o início de 2021. Assim, colocando no papel somente os valores relacionados aos campeonatos de 2021, o Santos arrecadou apenas R\$ 36 milhões em premiações. Por outro lado, o Peixe conseguiu uma quantia maior do que estava prevista com patrocínios. Conforme o orçado, o Santos planejava receber R\$ 29 milhões com patrocinadores. Contudo, o valor conseguido com empresas parceiras foi de R\$ 39,2 milhões. Ou seja: R\$ 10,1 milhões acima. Mesmo recomendando a aprovação das contas, o Conselho Fiscal, em seu parecer, não demonstrou contentamento com a forma com que a atual gestão tem conduzido o Departamento de Futebol. “No futebol, nossa atividade fim, arrecadamos no ano R\$ 107,1 milhões em vendas de direitos federativos. Em contrapartidas compramos/adquirimos R\$ 34,7 milhões. As aquisições de muitas apostas que não conseguiram os resultados almejados. Pelo contrário. Vimos de perto o risco de rebaixamento no Campeonato Paulista e Brasileiro, troca de técnicos e executivos de futebol, demonstrando falta de planejamento e controle do nosso modelo de futebol, salvo melhor juízo de nossa parte”. O Conselho Fiscal foi além. “Foi nítido o empenho em se reduzir gastos, em prover controle, de se fiscalizar diversos departamentos do clube, mas ainda não foi o suficiente e o esperado por este Conselho Fiscal, apesar do superávit contábil de R\$ 43,9 milhões”, relata o documento enviado aos conselheiros.