Peixe perdeu nos acréscimos para o Internacional (Sílvio Luiz/AT) O Santos cumpriu a sua sina de reabilitar times em má fase. Em mais um jogo ruim, o Peixe foi dominado pelo então lanterna Internacional, na noite desta quarta (18), na Vila Belmiro, pela sétima rodada, perdeu por 2 a 1 e viu a crise explodir no Alçapão. Aos gritos de "time sem vergonha" e insultos ao treinador, ao diretor Alexandre Mattos e ao presidente Marcelo Teixeira, o Alvinegro caiu para a 16ª posição, com 6 pontos, um acima do Colorado, primeiro na zona de rebaixamento, com 5. O Alvinegro volta a campo neste domingo (22), às 16 horas, contra o Cruzeiro, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela oitava rodada. O time mineiro é, agora, o lanterna, com 3 pontos, após perder para o Atlhetico-PR, por 2 a 1, em Curitiba. Com o revés desta quarta-feira na Vila, o técnico santista Juan Pablo Vojvoda fica ainda mais pressionado no cargo e corre risco de ser demitido antes mesmo do jogo do final de semana. O jogo Ao contrário do 3-5-2 usado contra o Corinthians, o Santos voltou a jogar no 4-3-3 diante do Inter, em jogo que começou com Barreal tendo a primeira chance, aos 4, em tiro cruzado da esquerda que passou perto do travessão. O Colorado respondeu aos 9, em contra-ataque iniciado com passe errado de Escobar no meio de campo. Borré acionou Alerrandro e o atacante bateu para grande defesa de Brazão. O goleiro ainda evitou o gol na bola rebatida pela zaga santista. O lance acendeu o time gaúcho, que passou a envolver o Peixe, levando perigo em bolas alçadas à área. O Santos não conseguia sair de seu campo defensivo com a marcação alta do Inter, que quase abriu o placar aos 21, em bomba de fora da área de Vitinho que Brazão mandou a escanteio. Aos 23, em nova bola cruzada à área, Adonis Frías raspou de cabeça e Borré se esticou para tocar por cima do gol, desperdiçando nova oportunidade para o Colorado. Aos 33, Villagra bateu do bico esquerdo da grande área, assustando Brazão. Gabriel Barbosa lamenta o resultado da partida (Maurício de Souza/AGIF/Estadão Conteúdo) Mal em campo, o Alvinegro marcou aos 34, com Gabigol, mas o gol foi anulado por impedimento do camisa 9. O Santos só conseguiu articular uma jogada com perigo aos 42. Gabigol e Neymar tabelaram pela direita e o camisa 9 concluiu à direita do gol. O Inter era mais incisivo e Brazão salvou o time de novo, aos 46, após cruzamento de Bruno Henrique, que desviou na zaga e quase "mata" o goleiro. Etapa final O Santos voltou do intervalo com Moisés em lugar de Rony. E mal começou a etapa, tomou o gol, aos 2. Bruno Henrique cobrou escanteio fechado e Zé Ivaldo marcou contra, de cabeça. O gol irritou ainda mais a torcida, que já vaiava Zé Ivaldo no primeiro tempo. Mas o Santos reagiu. Aos 7, Moisés foi derrubado por Vitinho dentro da área. Pênalti, que Neymar cobrou e empatou, aos 10. O terceiro gol do camisa 10 no Brasileirão. Com o empate, Vojvoda mexeu. Sacou Willian Arão e Escobar, que tinha cartão amarelo, para as entradas de Gabriel Menino e Rollheiser. O jogo ficou quente e o Inter marcou, aos 14, com Borré, mas o gol foi anulado por impedimento do colombiano. O Colorado chegava com mais perigo e Brazão salvou de novo, aos 26, em chute cruzado de Braian Aguirre que o arqueiro espalmou a escanteio. Mais lúcido e dominando as ações, o Inter apertou até o final. E foi recompensado com o gol da vitória, de Carbonero, aos 49, que desencadeou protestos na Vila Belmiro.