Sob pressão, o técnico Fábio Carille enfrenta outro momento turbulento no comando do Santos este ano (Raul Baretta/Santos FC) Vivendo a segunda crise na Série B do Campeonato Brasileiro, o Santos está ciente de que a margem de erro para conquistar o acesso à elite nacional chegou ao limite. Há quatro jogos sem vencer e após o desastroso empate com a Ponte Preta, na sexta-feira, o Peixe deu brecha para os adversários encostarem na tabela. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O primeiro momento de turbulência, com as quatro derrotas consecutivas no primeiro turno, para Botafogo, América-MG, Operário-PR e Novorizontino, foi superado em grande estilo. Mesmo sem apresentar um futebol convincente, a equipe emendou uma sequência de 10 jogos invicto, com seis vitórias e quatro empates. A série fez o time se consolidar na liderança e devolveu ao torcedor a certeza de que o objetivo da temporada seria cumprido sem maiores contratempos. Ledo engano. Após bater o Paysandu por 3 a 0, em Manaus, na estreia do returno, o Alvinegro teve uma queda brusca de desempenho e viu a confiança da torcida se transformar em fúria. A derrota para o Avaí por 1 a 0, na rodada seguinte, na Vila Viva Sorte, deu início a mais um período de pressão. Os três empates seguidos, diante de rivais situados na segunda metade da tabela (Guarani, Amazonas e Ponte Preta), minaram de novo a paciência dos santistas. Vaias, xingamentos e protestos refletiram a insatisfação após o empate com a Macaca. Coro com os descontentes Na entrevista após o amargo empate, o técnico Fábio Carille, mais uma vez pressionado, deu razão aos torcedores. “Eu entendo. Dos últimos 12 pontos, fizemos três em casa. É algo que deixa o torcedor muito chateado e nós também. Mas agora é ir para casa, respirar, amanhã é outro dia. E já começar a pensar na próxima semana”. O treinador e o elenco terão tempo de sobra para digerir a ira das arquibancadas para buscar a reabilitação longe de casa. O time volta a campo no sábado, às 167 horas, na Arena Joinville, contra o Brusque. E Carille sabe que outro resultado ruim, diante de mais um adversário de baixo calibre, que luta contra o rebaixamento, pode deixar a sua situação insustentável. “A relação com a diretoria é boa, mas sei que tudo pode acontecer. É resultado. Já poderia ter mudado em Goiás. Sou claro com a diretoria, sabem o que passo, faço e treino. Mas é claro que está nas mãos deles”. Elenco assume a bronca Também presente na entrevista, o meia Giuliano, capitão diante da Ponte Preta, chamou para os jogadores a responsabilidade pelo tropeço contra a Ponte. “Dentro de campo, a responsabilidade é nossa. Inadmissível sofrer o empate. Tínhamos tudo para sair feliz e frustramos o torcedor. Era nossa obrigação depois do primeiro tempo. Peço desculpas e assumo essa responsabilidade”. O meia reconheceu que a vitória parcial por 2 a 0, no primeiro tempo, quando a Macaca teve Elvis expulso, fez o Peixe se acomodar. Além de demonstrar, em nome do grupo, apoio a Carille, Giuliano garantiu que o time vai reagir. “A confiança nos meus companheiros é plena. Já fizemos uma vez (no primeiro turno) e vamos ter que fazer de novo”.