O Santos, de Pedrinho, voltou a jogar mal na Série B e emendou a quarta derrota (Reprodução Twitter Santos FC) O Santos segue o seu calvário na Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando na noite desta sexta (14), no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, o Peixe perdeu para o Operário por 1 a 0. Foi a quarta derrota seguida da equipe, que caiu para o sexto lugar e pode perder mais colocações ao final da 10ª rodada. Mais do que pressionado, o time vai tentar a reabilitação diante da torcida na Vila Belmiro na quarta-feira (19), às 19 horas, contra o Goiás. Surpresa na escalação O técnico Fábio Carille surpreendeu na escalação. Com Guilherme entre os relacionados, ele preferiu improvisar o lateral Hayner na ponta direita, deslocando Pedrinho à esquerda. “Estamos acelerando a volta deles (Furch e Guilherme). Teria que ter mais treinamento. Por necessidade estamos trazendo para atuar de 25 a 30 minutos. Ter cuidado para não perder eles nas próximas rodadas”, justificou o treinador ao SporTV, antes do jogo. O jogo O jogo era ruim, sem qualquer lance de perigo para ambos os lados até os 20 minutos, quando o Operário teve uma falta a favor do lado esquerdo do ataque. Na cobrança, Pedro Lucas mandou para a área, Gil raspou de cabeça para trás e a bola sobrou para Willian Machado. Com categoria, o zagueiro deu um corte seco em Diego Pituca e bateu na saída de Brazão para abrir o placar. Em desvantagem, o Peixe repetia os erros vistos no jogo contra o NovoHorizontino. Errando muitos passes, marcando mal e sem poder de criação, o time não chegava com perigo ao gol de Rafael Santos. O Fantasma mandava no jogo e assustou de novo aos 37. Rodrigo Rodrigues recebeu passe perto da grande área, passou entre Diego Pituca e João Schmidt e soltou uma bomba, que passou raspando a trave esquerda. Carille corrige erro No intervalo, Carille corrigiu o erro do primeiro tempo sacando Hayner para a entrada de Otero. E o Santos ensaiou uma pressão nos minutos iniciais da etapa final. Na melhor chance, aos 7 minutos, Otero bateu falta para a área e Joaquim chegou batendo de primeira, mandando a bola rente ao travessão. Após o reinício de jogo com mais presença no ataque, o Peixe voltou a engatar a marcha à ré. Lento, errando muitos passes e sem variação de jogadas, não permitia ao torcedor ao menos sonhar com o empate. Para tentar mudar mais uma sonolenta apresentação, Carille finalmente mandou Guilherme e Julio Furch a campo, aos 15. Saíram, respectivamente, Pedrinho e Bigode. O jogo se arrastava e as oportunidades surgiram em tiros de fora da área. Aos 19, Pituca mandou à direita do gol. O Fantasma respondeu com Maxwell, em batida que Brazão espalmou, aos 24. Desordenado, o Santos tentava chegar ao empate, mas quem passou mais perto de marcar de novo foi o Operário, com Jacy. Aos 39, ele pegou sobra de bola dentro da área e acertou a trave. Guilherme, aos 43, em tiro cruzado pela esquerda, de dentro da área, mandou a bola por cima do gol. Nos acréscimos, Serginho, que entrou em lugar de João Schmidt, bateu forte de fora da área e Rafael Santos defendeu meio no susto. Aos 50, polêmica no Germano Krüger. Rodrigo Ferreira, que entrou em lugar de Chermont, cruzou bola da direira e Julio Furch marcou de cabeça. Apesar da comemoração santista e minutos de tensão para análise do VAR, a arbitragem anulou o gol. Não havia mais tempo para nada. O Operário foi à vice-liderança, com 18 pontos, e botou mais lenha na crise santista.