O Peixe saiu da zona de rebaixamento e subiu à 12ª posição, com 4 pontos (Vanessa Rodrigues/AT) No centésimo jogo de Neymar na Vila Belmiro e César Sampaio como técnico interino, o Santos, enfim, venceu a primeira partida no Brasileirão, ao derrotar o Atlético-MG por 2 a 0, na noite desta quarta (16), pela quarta rodada do campeonato. Com o triunfo, o Peixe saiu da zona de rebaixamento e subiu à 12ª posição, com 4 pontos. Mas nem tudo foi festa no Alçapão, que viu o craque, que jogou com a camisa 100, em referência à marca, deixar o campo sentindo dores na coxa esquerda, ainda na etapa inicial. O Gallo permanece na zona de risco, em 19º, com 2 pontos. O Santos volta a campo neste domingo (20), às 16 horas, contra o São Paulo, no MorumBis, pela quinta rodada do Brasileirão. O jogo Os dois times entraram em campo na zona de rebaixamento e mostraram disposição desde o início para sair da incômoda posição na tabela. A aposta dos dois lados era num jogo de velocidade, o que deixou o duelo dinâmico. Com a volta de Neymar na meia e Barreal na ponta direita, o Peixe buscava as jogadas pelas laterais, mas não conseguia concluir a gol. O primeiro chute foi do Galo, aos seis minutos, em batida de falta de Hulk, que Gabriel Brazão defendeu em dois tempos. Aos poucos, o Santos foi se impondo no jogo a passou a pressionar o Atlético-MG. Aos 23, Zé Ivaldo recuperou uma bola no meio campo e arriscou da intermediária, a bola desviou na zaga e foi a escanteio. Barreal cobrou e no bate e rebate na área, a bola sobrou para Zé Ivaldo encher o pé: 1 a 0. O zagueiro, emprestado pelo Cruzeiro, comemorou fazendo a dança da galinha, em provocação ao Galo. O gol incendiou o jogo e numa arrancada sensacional de Gabriel Bontempo pela direita, o meia carregou a bola até a área e rolou para o meio, para Barreal, outro ex-cruzeirense, fazer 2 a 0, aos 26. Aos 33, um baque para o Alvinegro. Neymar deixou o campo sentindo dores na coxa esquerda, a mesma do edema que o deixou fora dos gramados durante 42 dias, até a volta contra o Fluminense, no domingo passado, no Maracanã. O camisa 100 deixou o campo chorando, para a entrada de Rollheiser. A vantagem fez o Santos diminuir o ritmo, mas apesar das investidas do Galo, o time de César Sampaio se postou bem defensivamente e foi para o vestiário aplaudido pelos pouco mais de 8 mil torcedores que foram à Vila. Firme na defesa e vitória para dar fim à má fase O Santos voltou para a etapa final com JP Chermont em lugar de Leo Godoy. A estratégia era resistir à pressão do Galo e matar o jogo no contra-ataque. Aos 13, o time desperdiçou grande chance para isso, em arrancada de Guilherme pelo meio. O atacante lançou Barreal na esquerda e o argentino cruzou, mas Bontempo chegou atrasado, dentro da área, e pegou mal na conclusão. Aos 15, lance polêmico na Vila. Zé Ivaldo chegou forte numa dividida com Gabriel Menino, mas pegou primeiro na bola. O árbitro Bráulio Machado da Silva deu cartão vermelho direto, mas após revisão do VAR, o cartão foi trocado por amarelo. Apesar da pressão do Galo, o Santos era mais perigoso nos contragolpes. E teve duas chances em sequência, as 21 e aos 23, com Barreal, para fazer o terceiro, mas Everson apareceu bem nos dois lances. O Galo assustou em dois lances, mas Brazão garantiu com duas grandes defesas. Aos 29, num tiro cruzado de Rony, e aos 36, em cabeçada de João Marcelo. O Peixe segurou a pressão do time mineiro e poderia ter feito o terceiro, com Rincón, nos acréscimos, mas o venezuelano, dentro da área, bateu por cima do gol.