Apresentado no final de julho, Billy Arce só jogou 37 minutos em dois jogos nesta Série B (Raul Baretta/Santos FC) O Santos contratou seis reforços na reabertura da janela, neste segundo semestre, mas ao que tudo indica, três deles, por motivos diferentes, não devem ter muitas oportunidades no time do técnico Fábio Carille na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro: os atacantes Billy Arce e Yusupha Njie e o goleiro Renan. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O problema com a dupla de frente é a falta de intensidade, segundo o treinador, que vem cobrando melhor desempenho dos atletas nos treinamentos. O caso de Renan, de 35 anos, é distinto, pois há um rodízio entre ele, emprestado junto ao Sport até o final do ano, e Diógenes, que era o reserva imediato de Gabriel Brazão. “O Renan e o Diógenes, vou alternar. Os outros jogadores precisam de intensidade maior. O Yusupha vinha de férias, dois anos no Catar, um futebol com intensidade lá embaixo. O Billy (Arce) vem treinando, tecnicamente muito bom, mas estou cobrando intensidade com e sem bola”, disse Carille, após o jogo contra o América-MG, no domingo (15). Apresentado no dia 31 de julho e com contrato até o final de 2025, o equatoriano Billy Arce, 26, só jogou 37 minutos em dois jogos na Vila. Foram 27 minutos na derrota para o Avaí, no dia 17 de agosto, pela 21ª rodada, e 10 minutos no empate contra a Ponte Preta, no dia 30 de agosto, na 24ª rodada. Nas outras seis partidas do time, desde a chegada, Arce não foi relacionado em três e ficou no banco, sem entrar, em outras três. A situação do gambiano Yusupha, 30, emprestado até junho de 2025 pelo Al-Markhiya, do Catar, é mais complexa. Ele deu a primeira entrevista como jogador do Peixe no último dia 4, mas deve demorar a aparecer no banco de reservas pela falta de ritmo de jogo. A intensidade, cobrada por Carille, será fundamental no final da Série B, em confrontos decisivos contra times que lutam pelo acesso ou contra o rebaixamento. Wendel Silva, o destaque Se os atacantes gringos estão em xeque, o brasileiro Wendel Silva, 24, se mostrou o maior acerto da diretoria na última janela. Em quatro jogos, todos como titular, o avante, emprestado pelo Porto até junho de 2025, marcou dois gols e deu duas assistências. Nacho Laquintana, apresentado no último dia 11, estreou contra o Brusque como titular e entrou na etapa final diante do América-MG, no domingo. Em 83 minutos em campo, o uruguaio teve desempenho discreto. Última contratação do Peixe, até o final de 2027, o zagueiro Luan Peres voltou a pisar no gramado da Vila no finalzinho do duelo contra o Coelho. Foram apenas três minutos em campo e um cartão amarelo por reclamação. Ainda se entrosando com os novos companheiros, ele deve ganhar minutos aos poucos, na zaga ou na lateral esquerda, função já desempenhada pelo jogador. Miguelito foi bem nas Eliminatórias pela Bolívia e pode ter novas chances com Carille (Bruno Vaz/Santos FC) Reforço caseiro? Destaque da Bolívia nas duas últimas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026, com dois gols, o meia Miguelito pode ter novas chances com Carille. O meia chegou a ser testado pelo treinador no primeiro turno da Série B. Foram três aparições rápidas, entrando no segundo tempo contra Ituano, Vila Nova e CRB, num total de 50 minutos, com atuações sem destaque. O técnico elogiou Miguelito, mas se mostrou surpreso ao saber que a posição que ele atua na Bolívia é diferente da que ele está acostumado a jogar no Santos. “O Miguelito teve um período com a gente, um garoto com talento muito grande, mas jogando por dentro teve dificuldades. Pedi vídeo para nosso pessoal com ele jogando aberto pela direita. Para mim é uma novidade. Talvez facilite, porque não fica de costas para o volante, vem por dentro, pega a bola de frente. Uma alternativa”, frisou o técnico.