O técnico Fábio Carille tenta apontar o caminho da recuperação para o Santos, em jogo decisivo contra o Brusque (Raul Baretta/Santos FC) Com o técnico Fábio Carille mais do que pressionado, o Santos embarca na tarde desta quinta (5) para Santa Catarina, levando na bagagem a obrigação de derrotar o Brusque, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Uma derrota ou até mesmo um empate na partida deste sábado (7), às 16 horas, na Arena Joinville, devem selar a queda do treinador. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A cobrança foi tornada pública nesta quarta (4), após o diretor-executivo Paulo Bracks dar o tom da insatisfação que impera nos bastidores do clube, diante da série de quatro jogos sem vitória e o futebol pobre apresentado pela equipe na maior parte da Série B. O empate contra a Ponte Preta, quando o time abriu 2 a 0 e jogou com um jogador a mais durante toda a segunda etapa, foi a gota d’água. “A sexta-feira (dia do jogo com a Macaca) foi constrangedor, inadmissível, indefensável. A Série B é muito difícil e não podemos deixar mais difícil. O returno é ruim dentro da expectativa de performance e a responsabilidade é de todos”, cobrou Bracks. O dirigente exigiu “reação imediata”, revelou “reuniões duras” na última sexta (30) e frisou a mudança na programação, com uma carga mais intensa de treinos para fazer o time retomar a ponta na Série B. “Estamos prontos para agir, encarar o momento sensível, mais de 60% da competição passou. Não podemos errar. Não há trava que nos impeça de agir se necessário for”, decretou Bracks, num aviso direto a Carille. O temor da direção santista é que um novo tropeço faça o time deixar o G4 da Série B, aumentando a pressão e complicando a meta da temporada, que é o acesso à Série A em 2025. O time O elenco faz o último treino antes da viagem na manhã desta quinta (5), no CT Rei Pelé, quando Carille volta a avaliar as opções para a partida contra o Brusque. Como o lateral-direito JP Chermont está treinando com a seleção brasileira sub-20, Hayner pode assumir a posição. Rodrigo Ferreira, muito criticado após a falha que originou o gol de empate da Ponte Preta, deve ficar no banco. Na zaga, a dúvida é se Carille voltará a escalar Jair, que ficou fora contra a Macaca, diante de uma oferta do Porto, recusada pelo Peixe, ou se João Basso continua ao lado de Gil. Na lateral-esquerda, Escobar está em fase de transição no gramado, após sofrer lesão na coxa esquerda, e ainda é dúvida. Se o argentino não puder atuar, Souza enfrenta o Brusque. Sem jogadores do meio-campo lesionados, João Schmidt, Diego Pituca e Giuliano voltam a formar o setor, enquanto no ataque, Julio Furch, recuperado de uma lesão no ombro, pode reaparecer na equipe, ao lado de Guilherme e Otero. A outra opção é manter Wendel Silva no time, com Furch no banco. Liberados para jogar Os atacantes Ignacio Laquintana e Yusupha Njie, anunciados esta semana, já tiveram os seus nomes publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, mas ainda não foram confirmados na delegação que viaja a Santa Catarina. O gambiano, de 30 anos, apresentado nesta quarta (4), tem mais chance de ser relacionado para o jogo, pois já vinha treinando há uns dias com o elenco. O uruguaio Laquintana, por outro lado, chegou ao clube somente esta semana. O goleiro Renan também já está regularizado e pode compor a delegação que viaja a Joinville.