Após a vitória sobre o Mirassol na estreia, o Santos de Pedro Caixinha desandou no Paulistão (Raul Baretta/Santos FC) O péssimo início do Santos no Paulistão colocou pressão sobre o técnico Pedro Caixinha, num momento em que os torcedores vivem em estado de êxtase com o retorno do ídolo Neymar. Com três derrotas consecutivas, o time ainda se segura, incrivelmente, na segunda posição do grupo B, que garantiria a classificação ao mata-mata das quartas de final. O Peixe tem 4 pontos, mesmo número do Red Bull Bragantino, mas à frente pelo saldo de gols (o Alvinegro tem -3 e o Bragantino, -4). O Guarani, rebaixado à Série C do Brasileiro, é o líder, com 7, enquanto a Portuguesa de Desportos segura a lanterna da chave, com 2.. Com a classificação embolada e apenas dois times avançando à próxima fase, uma vitória sobre o São Paulo, no clássico deste sábado (1º), às 20h30, na Vila Belmiro, pela sexta rodada, é vital para recolocar o time nos trilhos e criar o ambiente ideal para a chegada de Neymar. O astro tem chegada prevista para quinta (30) ou sexta (31) e deve estar no Alcapão para incentivar o time contra o Tricolor. A estreia de Neymar pode acontecer na sétima rodada, na próxima quarta (5), às 19h15, contra o Botafogo, também na Vila. "Tem ritmo de jogo? Não tem. Tem base de treino e está disponível? Sim. Um jogador com essa qualidade, todos sabemos onde ele se sente confortável par jogar. Teremos uma conversa para que ele seja determinante e que sinta mais confortável", comentou o treinador português sobre Neymar. Fragilidade no jogo aéreo Analisando as falhas da equipe, principalmente no sistema defensivo, Caixinha descartou a possibilidade de adotar um esquema com três zagueiros. Os gols tomados em bolas aéreas têm sido recorrentes. Dos nove sofridos em cinco rodadas do Estadual, quatro foram marcados de cabeça e outros dois, frutos de bolas cruzadas na área. “Podemos debater. Não pode haver dúvidas. Estamos trocar estrutura só por trocar? Temos um caminho já traçado, ocupar espaços ofensiva e defensivamente melhor. Tem a ver com princípios e comportamentos. Quase uma marcação individual. São cinco contra dois, seis contra três. Não tem a ver com zagueiros, mas perfil e comportamento. Encaixe de área, que é o comportamento que precisamos ter”, justificou. E o Gil? Nos cinco jogos do Paulistão, Caixinha usou várias formações na zaga, dando chances a João Basso, Zé Ivaldo, Luan Peres e até ao novato Luisão, de 21 anos, um dos reforços contratado junto ao Novorizontino. O experiente Gil, 37, ao contrário, foi relacionado pelo treinador pela primeira vez para a partida contra o São Bernardo. Mas assistiu do banco a derrota, num jogo em que dois dos três gols do Bernô saíram de cruzamentos para a área.