(Reprodução X/Santos FC) Apresentado na tarde desta terça (17), na Vila Belmiro, o zagueiro Lucas Veríssimo disse que está pronto para reestrear no Santos, mas deixou a decisão para o técnico Juan Pablo Vojvoda. O Peixe joga nesta quarta (18), às 21h30, contra o Internacional, no Alçapão, pela sétima rodada do Brasileirão, e ele pode assumir uma vaga na zaga, já que Luan Peres está suspenso. Feliz com o retorno ao clube, o Menino da Vila também falou sobre a saída conturbada do Alvinegro, em janeiro de 2021. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Estou pronto (para reestrear), eu vinha jogando. Conversei com o professor (Vojvoda) sobre esse tema, teve uma parada (no campeonato do Catar, em razão da guerra no Oriente Médio), um pouco longa, mas continuei trabalhando com limitações. Se depender da vontade, quero muito (jogar), mas vamos deixar para eles (comissão técnica), se entenderem que estou 100% tecnicamente e fisicamente", disse Veríssimo. Revelado pelo Alvinegro, Veríssimo jogou no time profissional de 2016 até o início de 2021, quando foi vendido ao Benfica. Em dezembro de 2020, com a proposta do time português formalizada, o zagueiro viveu dias turbulentos com a gestão santista. Na época, o presidente era Orlando Rollo, que havia assumido o clube no lugar de José Carlos Peres, que sofrera impeachment. Como o clube vivia período eleitoral, as negociações tinham que passar pela aprovação do Conselho Fiscal, que rejeitou a proposta do Benfica. Diante da indefinição sobre a negociação, Veríssimo pediu ao técnico Cuca para não treinar e não jogar contra o Grêmio, no jogo de ida das quartas de final da Libertadores. Propostas anteriores de outros clubes já haviam sido recusadas pelo Santos, o que já tinha deixado o defensor insatisfeito. O imbróglio foi resolvido com a intervenção de Cuca. Questionado, Veríssimo deu sua versão dos fatos. "Ocorreram bastante coisas dentro desse clube, em temos de propostas, de promessas que não foram cumpridas. Mas é um tema que não gostaria de tocar hoje, o torcedor tem que entender que jamais pedi para não jogar. Quando fala uma coisa tem que se cumprir, naquele momento não cumpriram. E eu fiz um baita jogo naquele dia, nas quartas de final contra o Boca (na verdade, a partida foi contra o Grêmio), chegamos na final da Libertadores, que não quero lembrar, porque vocês sabem (referindo-se à derrota contra o Palmeiras na decisão)". Alívio e felicidade De volta à Vila Belmiro, Veríssimo frisou que sua história não havia acabado, como ele chegou a dizer quando defendeu o Corinthians por empréstimo, em 2023. "Pelo que a gente viu, não deu ponto final (na história com o Santos). Estou muito feliz pelo Santos abrir as portas, espero fazer história, interrompida pela venda importante como foi, para mim e para o clube. Hoje, sou um atleta mais experiente, dedicado e compromissado, vou me dedicar muito ao Santos". Relembrando os dias tensos vividos no Catar, após o início do conflito, com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o que envolveu vários países do Oriente Médio, Veríssimo comemorou o retorno à cidade, onde ele e a família têm origens. "Passamos dias complicados, difíceis, uma situação nova, inusitada, que não desejo para ninguém. Foram dias de apreensão sem saber quando poderíamos voltar para casa. Começamos as conversas (com o Santos) dois dias antes de a guerra começar. A guerra só foi um ponto a mais para querer estar 100% aqui. É nossa casa, nos sentimos acolhidos, meus filhos nasceram aqui, os avós deles moram aqui. Agora é dar sequência ao trabalho e ajudar o Santos".